Caros camaradas
Lembram-se certamente das instalações precárias que tinha-mos em MAMPATÁ. Não havia nada, simplesmente resumia-se a uma tabanca típica dos naturais Guineenses. As condições Higiénicas do pessoal um bem primário da natureza humana não exestia, mais uma vez adaptação dos nossos militares às circunstâncias foi notória criaram o banho FULA.
Consistia básicamente numa lata de cerveja aberta que retirava água dum bidon e era despejada pelo corpo ensaboado.
Parece que não tem nada de especial, mas para nós que nada tinha-mos foi uma ideia sensacional. Mais uma vez as nossas tropas tinham empregue o famoso Slogan " DESENRASCA-TE ".
Mais tarde foi construido por iniciativa do Capitão da Companhia, um Balneário que apesar de rudimentar serviu as nossas necessidades.
Até breve
Mário Pinto
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ò EVARISTO TENS CÁ DISTO
Caros camaradas
Gostaria de lembrar o nosso 1.º Sargento Evaristo da Silva, nosso camarada mais velho nestas andanças da Guerra.
O nosso primeiro como todos o tratavam, estava afastado de nós por força das circunstancias. Encontrava-se em A.FORMOSA, sede do Comando do Sector onde funcionava a nossa Secretaria por motivos logísticos.
O 1.º Sargento Evaristo por isso vivia afastado da Companhia, juntamente com o2.º Sargento Sampaio e o 1.º Cabo Esc. Machado. Era notória a sua preocupação em saber notícias do pessoal diáriamente junto de quem
todos os dias de MAMPATÁ se dirigia a A. FORMOSA, abastecer ( água, pão e a chegada do Dakota ).
O Primeiro apesar de afastado sentia as dificuldades do nosso pessoal, várias vezes o manifestou á minha pessoa dizendo Fur. Pinto o nosso pessoal anda no duro mas se Deus quizer nada lhes vai acontecer.
Lembro-me especialmente quando por altura do fim de cada mês o mesmo se deslocava a MAMPATÁ para efectuar o pagamento à Companhia, que fartote.
O pessoal nesse dia punha a cabeça em água ao nosso Primeiro com a célebre fraze " Ó EVARISTO TENS CÁ DISTO ", fazendo o gesto respectivo.
Ao divagar pela minha memória longincoa, lembreime de deixar uma homenagem ao nosso Primeiro. PAZ á sua Alma.
Até sempre
Mário Pinto
Gostaria de lembrar o nosso 1.º Sargento Evaristo da Silva, nosso camarada mais velho nestas andanças da Guerra.
O nosso primeiro como todos o tratavam, estava afastado de nós por força das circunstancias. Encontrava-se em A.FORMOSA, sede do Comando do Sector onde funcionava a nossa Secretaria por motivos logísticos.
O 1.º Sargento Evaristo por isso vivia afastado da Companhia, juntamente com o2.º Sargento Sampaio e o 1.º Cabo Esc. Machado. Era notória a sua preocupação em saber notícias do pessoal diáriamente junto de quem
todos os dias de MAMPATÁ se dirigia a A. FORMOSA, abastecer ( água, pão e a chegada do Dakota ).
O Primeiro apesar de afastado sentia as dificuldades do nosso pessoal, várias vezes o manifestou á minha pessoa dizendo Fur. Pinto o nosso pessoal anda no duro mas se Deus quizer nada lhes vai acontecer.
Lembro-me especialmente quando por altura do fim de cada mês o mesmo se deslocava a MAMPATÁ para efectuar o pagamento à Companhia, que fartote.
O pessoal nesse dia punha a cabeça em água ao nosso Primeiro com a célebre fraze " Ó EVARISTO TENS CÁ DISTO ", fazendo o gesto respectivo.
Ao divagar pela minha memória longincoa, lembreime de deixar uma homenagem ao nosso Primeiro. PAZ á sua Alma.
Até sempre
Mário Pinto
segunda-feira, 27 de julho de 2009
3.º GRUPO DE COMBATE

Caros camaradas
Gostaria hoje de falar do 3.º Grupo de Combate. Tinha como seu Comandante o ALF. MIL. Badagola secundado pelos FURS. MILS. Pinto, Leite e Isidro.
Tinha na sua constituição camaradas nossos que foram figuras míticas como o Sold. Albino ( O Pescador), exímio na sua arma o DILAGRAMA, conseguia atirar uma granada, por um buraco aberto na vegetação, tantas foram as vezes que o fez. O nosso 1.º Cabo Ferreira que foi ferido no ataque a Mampatá. O Guerreiro com o seu tubo de morteiro 6o mm conseguia fazer fogo em qualquer circunstância, O Cavaco refilava muito mas era bravo no mato, o Jacinto com a HK 21 e o corpo todo enrolado de fitas de munições, o Silvestre, Loução. Rosa, Gorrão, O 1.º cabo Pereira, Inácio, o Martins e tantos outros que a memória não se recorda. Todos estes camaradas na sua maioria oriundos do Alentejo e Algarve.
Nem sempre as decisões foram consensuais, tinhamos discussões algumas até azedas mas era próprio da nossa juventude.
Tive orgulho de várias vezes chefiar este Grupo de Combate na auxencia do seu comandante quando das suas férias na Metropole.
Homens rudes é certo mas de uma genorizidade imensa não se negavam a nada e com a pica na mão eram uns ases e foram muitas as vezes que o fizeram.
Sofreram na pele todas as amarguras da Guerra. Quem não se lembra por exemplo das instalações do NIASSA e do UIGE, mesmo na Guiné em Mampatá nunca tiveram casernas dormiram meses no chão em redor das Tabancas, lutaram venceram e hoje são orgulhosos do seu passado.
Aqui deixo a minha homenagem ao 3.º grupo de combate porque foi com eles que vivi esta Guerra de perto.
Um abraço
Mário Pinto
Gostaria hoje de falar do 3.º Grupo de Combate. Tinha como seu Comandante o ALF. MIL. Badagola secundado pelos FURS. MILS. Pinto, Leite e Isidro.
Tinha na sua constituição camaradas nossos que foram figuras míticas como o Sold. Albino ( O Pescador), exímio na sua arma o DILAGRAMA, conseguia atirar uma granada, por um buraco aberto na vegetação, tantas foram as vezes que o fez. O nosso 1.º Cabo Ferreira que foi ferido no ataque a Mampatá. O Guerreiro com o seu tubo de morteiro 6o mm conseguia fazer fogo em qualquer circunstância, O Cavaco refilava muito mas era bravo no mato, o Jacinto com a HK 21 e o corpo todo enrolado de fitas de munições, o Silvestre, Loução. Rosa, Gorrão, O 1.º cabo Pereira, Inácio, o Martins e tantos outros que a memória não se recorda. Todos estes camaradas na sua maioria oriundos do Alentejo e Algarve.
Nem sempre as decisões foram consensuais, tinhamos discussões algumas até azedas mas era próprio da nossa juventude.
Tive orgulho de várias vezes chefiar este Grupo de Combate na auxencia do seu comandante quando das suas férias na Metropole.
Homens rudes é certo mas de uma genorizidade imensa não se negavam a nada e com a pica na mão eram uns ases e foram muitas as vezes que o fizeram.
Sofreram na pele todas as amarguras da Guerra. Quem não se lembra por exemplo das instalações do NIASSA e do UIGE, mesmo na Guiné em Mampatá nunca tiveram casernas dormiram meses no chão em redor das Tabancas, lutaram venceram e hoje são orgulhosos do seu passado.
Aqui deixo a minha homenagem ao 3.º grupo de combate porque foi com eles que vivi esta Guerra de perto.
Um abraço
Mário Pinto
SAMBA BALDÉ
Caros camaradas
Gostaria de lembrar a figura mítica que foi SAMBA BALDÉ, Cmdt. do Pelotão Milicias 234, experiente militar que muito nos foi útil na nossa integração nas matas de COLIBUIA, NHACOBÁ, SARE USSO e UANE.
Homem grande de MAMPATÁ, pronto sempre a dar a sua ajuda sábia às nossas amarguras da Guerra. Homem de uma profunda Fé na sua religião ( Islãmica ), sempre pronto a explicar aos leigos como nós a sua Religião e o Alcorão.
Várias vezes tive SAMBA BALDÉ, como guia dentro da mata á frente da sua mílicia, e admirava a sua postura modesta mas altiva e grandiosa na frente de Combate.
Foi importante o seu contributo para as missões que nos eram solicitadas e estou convicto que muitas delas tiveram exito devido á sua intervenção.
O SAMBA BALDÉ hoje muito dificilmente se encontra entre nós. Só peço que não tenha sido dos mártires da Revolução quando da entrega da Guiné ao PAIGC. porque o mesmo no seu encontro com Alá, merecia uma morte santa e abençoado pelos seus concidadães.
Até breve
Mário Pinto
Gostaria de lembrar a figura mítica que foi SAMBA BALDÉ, Cmdt. do Pelotão Milicias 234, experiente militar que muito nos foi útil na nossa integração nas matas de COLIBUIA, NHACOBÁ, SARE USSO e UANE.
Homem grande de MAMPATÁ, pronto sempre a dar a sua ajuda sábia às nossas amarguras da Guerra. Homem de uma profunda Fé na sua religião ( Islãmica ), sempre pronto a explicar aos leigos como nós a sua Religião e o Alcorão.
Várias vezes tive SAMBA BALDÉ, como guia dentro da mata á frente da sua mílicia, e admirava a sua postura modesta mas altiva e grandiosa na frente de Combate.
Foi importante o seu contributo para as missões que nos eram solicitadas e estou convicto que muitas delas tiveram exito devido á sua intervenção.
O SAMBA BALDÉ hoje muito dificilmente se encontra entre nós. Só peço que não tenha sido dos mártires da Revolução quando da entrega da Guiné ao PAIGC. porque o mesmo no seu encontro com Alá, merecia uma morte santa e abençoado pelos seus concidadães.
Até breve
Mário Pinto
domingo, 26 de julho de 2009
ATAQUE A MAMPATÁ

Caros camaradas
No dia 17 de Agosto de 1970 pelas 17h30, deu-se o Grande Ataque a MAMPATÁ, pelo IN, durante 20 minutos com um efectivo estimado em 100 elementos armados com armas ligeiras, morteiros 82 mm, morteiros 60mm e RPG-2. O IN instalou a Oeste da Tabanca ocupando a zona compreendida entre a estrada MAMPATÁ-UANE e o trilho MAMPATÁ-GUIDAL. O fogo IN, apanhou toda a gente de surpresa derivado á sua violencia e intencidade, como a sua precisão de tiro, pois foram registados 30 rebentamentos no perímetro do aquartelamento causando às nossas tropas 9 feridos ( 3 graves) e à população 5 feridos (1grave). O IN, face à nossa surpresa inicial tentou o assalto vindo junto do arama farpado, só que aí a surpresa foi do IN. Porque já refeitos do Ataque inicial rispostá-mos violentamente e fazendo explodir os fornilhos existentes na zona para defesa do Aquartelamento o IN, retirou com baixas pesadas tal era os rastos de sangue e destroços no terreno onde rebentaram os fornilhos. O IN foi perseguido por nós, que o viemos a contactar mais á frente a Sul do Rio BUNISSÃ, o fogo do contacto foi tremendo pois a raiva contida pelas NT era imensa. Causámos ao IN tal pavor que o mesmo debandou desorganisado para Sul.
O IN utilizou como itinerário de aproximação a estrada BUBA-IEROIEL e um trilho das NT que parte de IERO-SALDÉ até IEROIEL, fugindo assim às forças empenhadas na contrapenetração que se encontravam emboscadas em UANE.
É de louvar o comportamento do Sol. Cond. Auto António Santos Encarnação que de baixo de fogo IN, conseguiu transportar na sua viatura os feridos para a enfermaria e munições de Morteiro, com risco da própria vida.
Nota- Dados biográficos retirados da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
No dia 17 de Agosto de 1970 pelas 17h30, deu-se o Grande Ataque a MAMPATÁ, pelo IN, durante 20 minutos com um efectivo estimado em 100 elementos armados com armas ligeiras, morteiros 82 mm, morteiros 60mm e RPG-2. O IN instalou a Oeste da Tabanca ocupando a zona compreendida entre a estrada MAMPATÁ-UANE e o trilho MAMPATÁ-GUIDAL. O fogo IN, apanhou toda a gente de surpresa derivado á sua violencia e intencidade, como a sua precisão de tiro, pois foram registados 30 rebentamentos no perímetro do aquartelamento causando às nossas tropas 9 feridos ( 3 graves) e à população 5 feridos (1grave). O IN, face à nossa surpresa inicial tentou o assalto vindo junto do arama farpado, só que aí a surpresa foi do IN. Porque já refeitos do Ataque inicial rispostá-mos violentamente e fazendo explodir os fornilhos existentes na zona para defesa do Aquartelamento o IN, retirou com baixas pesadas tal era os rastos de sangue e destroços no terreno onde rebentaram os fornilhos. O IN foi perseguido por nós, que o viemos a contactar mais á frente a Sul do Rio BUNISSÃ, o fogo do contacto foi tremendo pois a raiva contida pelas NT era imensa. Causámos ao IN tal pavor que o mesmo debandou desorganisado para Sul.
O IN utilizou como itinerário de aproximação a estrada BUBA-IEROIEL e um trilho das NT que parte de IERO-SALDÉ até IEROIEL, fugindo assim às forças empenhadas na contrapenetração que se encontravam emboscadas em UANE.
É de louvar o comportamento do Sol. Cond. Auto António Santos Encarnação que de baixo de fogo IN, conseguiu transportar na sua viatura os feridos para a enfermaria e munições de Morteiro, com risco da própria vida.
Nota- Dados biográficos retirados da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
sábado, 25 de julho de 2009
ESCOLA DE CONDUÇÃO DE MAMPATÁ
Caros camaradas
Certamente estão lembrados desta Es. Cond. de Mampatá, dirigida pelo nosso Furriel Torres, Mec. Auto, mais conhecido pelo RODINHAS.
Foi neste local que muito de nós, pela primeira vez conduziram e aprenderam o Código da Estrada que era administrado pelo Fur. Torres e a condução por ele ou um dos seus condutores.
Nos famosos " Salta Pocinhas" lá iamos nós gastando a gasolina da Comp. e arranhando as mudanças no local de instrução, se bem se lembram era à entrada de MAMPATÁ, no Campo de Futebol.
Assim nos instruímos como ases do volante e lá fomos 5 dias para Bissau directos ao Q.G. fazer exame, para nos ser atribuida a famosa CARTA VERDE COM LISTA BRANCA.
A mesma tinha efeito Cívil em quanto Militares e depois de passarmos à peluda a mesma era trocada pela carta normal, sem mais exames.
Para muitos isto foi proveitoso, o que na altura se fazia para se gosar 5 dias em Bissau, mais tarde foi de uma utilidade, graças à Es. Cond. de Mampatá.
Até Breve
Mário Pinto
Certamente estão lembrados desta Es. Cond. de Mampatá, dirigida pelo nosso Furriel Torres, Mec. Auto, mais conhecido pelo RODINHAS.
Foi neste local que muito de nós, pela primeira vez conduziram e aprenderam o Código da Estrada que era administrado pelo Fur. Torres e a condução por ele ou um dos seus condutores.
Nos famosos " Salta Pocinhas" lá iamos nós gastando a gasolina da Comp. e arranhando as mudanças no local de instrução, se bem se lembram era à entrada de MAMPATÁ, no Campo de Futebol.
Assim nos instruímos como ases do volante e lá fomos 5 dias para Bissau directos ao Q.G. fazer exame, para nos ser atribuida a famosa CARTA VERDE COM LISTA BRANCA.
A mesma tinha efeito Cívil em quanto Militares e depois de passarmos à peluda a mesma era trocada pela carta normal, sem mais exames.
Para muitos isto foi proveitoso, o que na altura se fazia para se gosar 5 dias em Bissau, mais tarde foi de uma utilidade, graças à Es. Cond. de Mampatá.
Até Breve
Mário Pinto
O RONCO

Caros camaradas
Das acções de Combate que a nossa Companhia realizou na nossa ZA, nomeadamente no corredor de MISSIRÃ, gostaria de realçar a do 2.º Grupo de Combate da Cart. 2519.
No dia 10 de Abril de 1970 forças da Cart 2519 tendo como Comandante o Alferes Miliciano de Infantaria José de Pinho Borges, emboscaram em IERO SALDÉ pelas 12h00 uma coluna de reabastecimentos IN estimado em 40 elementos que se deslocava de UNAL para PORTUGOL. O IN que sofreu 4 mortos confirmados ( abandonados no terreno) e vários feridos, retirou para Sul. Foi capturado ao IN vário material e documentos militares.
Destaca-se que pela primeira vez na região ter sido visto um Grupo IN munido de um RÁDIO de grande alcance, com a particularidade de ser transportado por um individo de ráça branca.
RESULTADOS OBTIDOS:
a) Baixas do IN
_ Mortos confirmados ....................................... 4
- Feridos ........................................................... Vários
b) Material e documentos capturados ao IN:
- Granadas de morteiro de 82 mm ................... 39
- Granadas de morteiro 60 mm ....................... . 52
- Cargas de morteiro de 82 mm ........................ 3oo
- Cargas de morteiro 60 mm ............................ 60
- Cartuchos de 7,62 mm .................................. 5 ooo
- Fio eléctrico (metros) .................................... 20
- Minas A/C .................................................... 6
- Minas A/P .....................................................10
- Açucar (Kg.) ..................................................20
- Roupa (Farda militar) ................................... vária
- Sabão (Kg.) .................................................. 10
- Sal (Kg.) ....................................................... 10
- Documentos ................................................vários (alguns de relevo do ponto de vista militar)
c) Baixas sofridas pela NT.
- Mortos ....................................................... Nada
- Feridos ...................................................... Nada
DIVERSOS
- À a realçar o empenhamento e agressividade da nossa força e a competencia do seu comandante Oficial com boa actividade operacional.
Nota. - Estes elementos foram retirados da História da Unidade
Até breve
Mário Pinto
Das acções de Combate que a nossa Companhia realizou na nossa ZA, nomeadamente no corredor de MISSIRÃ, gostaria de realçar a do 2.º Grupo de Combate da Cart. 2519.
No dia 10 de Abril de 1970 forças da Cart 2519 tendo como Comandante o Alferes Miliciano de Infantaria José de Pinho Borges, emboscaram em IERO SALDÉ pelas 12h00 uma coluna de reabastecimentos IN estimado em 40 elementos que se deslocava de UNAL para PORTUGOL. O IN que sofreu 4 mortos confirmados ( abandonados no terreno) e vários feridos, retirou para Sul. Foi capturado ao IN vário material e documentos militares.
Destaca-se que pela primeira vez na região ter sido visto um Grupo IN munido de um RÁDIO de grande alcance, com a particularidade de ser transportado por um individo de ráça branca.
RESULTADOS OBTIDOS:
a) Baixas do IN
_ Mortos confirmados ....................................... 4
- Feridos ........................................................... Vários
b) Material e documentos capturados ao IN:
- Granadas de morteiro de 82 mm ................... 39
- Granadas de morteiro 60 mm ....................... . 52
- Cargas de morteiro de 82 mm ........................ 3oo
- Cargas de morteiro 60 mm ............................ 60
- Cartuchos de 7,62 mm .................................. 5 ooo
- Fio eléctrico (metros) .................................... 20
- Minas A/C .................................................... 6
- Minas A/P .....................................................10
- Açucar (Kg.) ..................................................20
- Roupa (Farda militar) ................................... vária
- Sabão (Kg.) .................................................. 10
- Sal (Kg.) ....................................................... 10
- Documentos ................................................vários (alguns de relevo do ponto de vista militar)
c) Baixas sofridas pela NT.
- Mortos ....................................................... Nada
- Feridos ...................................................... Nada
DIVERSOS
- À a realçar o empenhamento e agressividade da nossa força e a competencia do seu comandante Oficial com boa actividade operacional.
Nota. - Estes elementos foram retirados da História da Unidade
Até breve
Mário Pinto
sexta-feira, 24 de julho de 2009
O CACIMBADO

Caros camaradas
O cacimbo todos nós, uns mais outros menos apanhá-mos dentro e fora do aquartelamento.
Mas cacimbado foram poucos e o mais famoso a meu ver foi o Furriel Tadeu.
Personagem mítica e célebre da nossa Cart. 2519. Foi controverso nas suas acções mas grandioso nas suas obras.
O Tadeu era um Militar revoltado contra a disciplina militar, não aceitava nem compreendia aquela Guerra que não era a dele, e depressa se cancibou na quele ambiente infernal.
Tinha a noção que não era dos quadros o melhor visto pelo Comando, recebendo por diversas veses raspanetes dos seus superiores.
Quem não se lembra daquele grito "TIREM-ME DAQUI" ou "É DO BARIL", sinónimos do seu estado de espírito.
Pois é, mas o Cacimbado numa das muitas vezes que saiu com o seu Grupo de Combate, levou acabo um dos feitos de maior risco efectuados por nós.
O Tadeu levantou uma mina A/C, com dispositivo anti-levantamento c/14 Kilos de Trotil e 12 minas anti-pessoal ligadas entre si.
O Cacimbado quiz mostrar a todos os seus superiores que o criticavam, que ele afinal era tão útil e bravo como os demais.
Como prémio recebeu uma valente raspanete do nosso Capitão, mas no fundo tenho a certesa que o mesmo ficou orgulhoso de tal façanha.
Não é sempre que um Comandante tem um Exp. Em Minas e Armadilhas com a destresa e arte do Furriel Tadeu.
O Cacimbado como era conhecido, passou a ser o Furriel Tadeu e uma referencia da nossa Cart. 2519.
Um abraço e
até breve
Mário Pinto
O cacimbo todos nós, uns mais outros menos apanhá-mos dentro e fora do aquartelamento.
Mas cacimbado foram poucos e o mais famoso a meu ver foi o Furriel Tadeu.
Personagem mítica e célebre da nossa Cart. 2519. Foi controverso nas suas acções mas grandioso nas suas obras.
O Tadeu era um Militar revoltado contra a disciplina militar, não aceitava nem compreendia aquela Guerra que não era a dele, e depressa se cancibou na quele ambiente infernal.
Tinha a noção que não era dos quadros o melhor visto pelo Comando, recebendo por diversas veses raspanetes dos seus superiores.
Quem não se lembra daquele grito "TIREM-ME DAQUI" ou "É DO BARIL", sinónimos do seu estado de espírito.
Pois é, mas o Cacimbado numa das muitas vezes que saiu com o seu Grupo de Combate, levou acabo um dos feitos de maior risco efectuados por nós.
O Tadeu levantou uma mina A/C, com dispositivo anti-levantamento c/14 Kilos de Trotil e 12 minas anti-pessoal ligadas entre si.
O Cacimbado quiz mostrar a todos os seus superiores que o criticavam, que ele afinal era tão útil e bravo como os demais.
Como prémio recebeu uma valente raspanete do nosso Capitão, mas no fundo tenho a certesa que o mesmo ficou orgulhoso de tal façanha.
Não é sempre que um Comandante tem um Exp. Em Minas e Armadilhas com a destresa e arte do Furriel Tadeu.
O Cacimbado como era conhecido, passou a ser o Furriel Tadeu e uma referencia da nossa Cart. 2519.
Um abraço e
até breve
Mário Pinto
OP: "NOVO RUMO"
Caros camaradas
Em Outubro de 1970, realizou-se a Op. NOVO RUMO com a participação da Cart. 2519, 2 Grupos de Combate.
OP: "NOVO RUMO"
a) Comandante
Tenente Coronel Agostinho Ferreira
b) Comandantes das Subunidades
Agrup. Norte - Capitão Ramalho Pisco
- Alferes Martins
- Furriel Rita
Agrup. Sul - Capitão Barrelas
- Alferes Frade
- Alferes Claudino
14º Pel. Artª/gac.7 - Alferes Andrade
c) Meios
- 2 Companhias (-) a 2 Grupos de Combate, reforçadas com elementos dos Pelotões de Milícia 231 e 234.
- 1 Pelotão de Artilharia 14 cm a 2 Secções
- 1 Helicóptero-Canhão
d) Articulação da Força
Cada Agrupamento foi articulado em 2 Grupos de Combate, reforçados com elementos da milícia.
DESENROLAR DA ACÇÃO
Às 12h30, o Agrupamento Norte saiu de A.Formosa, auto transportado e escoltando o 14º Pelotão de Art.ª, seguio para MAMPATÁ.
Dado que, a partir de Mampatá, os Agrupamentos actuaram sempre independentemente um do outro, passa a descrever-se, em separado, o desenrolar da acção de cada um.
AGRUPAMENTO NORTE
Às 13h40, iniciou o seu movimento apeado pela estrada MAMPATÁ-IEROIEL-MISSIRÃ, cujo cruzamento atingiu às 8h00. O 1.º Grupo de Combate, seguio pelo trilho em direcção a IERO SALDÉ, emboscando sobre o mesmo, a Sul do Rio BERENHAGE, enquanto o 3.º Grupo de Combate continuou pela estrada, encontrando novo trilho para Norte, cerca de 300 metros a seguir ao anterior e seguindo por ele, vindo a emboscar cerca de 400 metros a Norte da estrada. Às 8h45 estava montado este dispositivo.
Cerca das 13h40 surgiu, de Norte para Sul, pelo trilho em que se encontrava o 3.º Grupo de Combate, um grupo IN de cerca de 5 elementos, com armas ligeiras e 1 RPG-2. Desencadeada a emboscada, foi abatido um elementoIn (morto) e feito mais um ferido tendo o Grupo debandado para W. Cerca das 13h50, surge pelo trilho do 1.º Grupo de Combate, no mesmo sentido, um Grupo In também de cerca 5 elementos; devia tratar-se de outra fracção do Grupo a que pertenciam os primeiros elementos e que perante a intercepção no primeiro trilho tentaram passar pelo segundo. Este Grupo apercebeu-se da emboscada das NT e abriu fogo em primeiro lugar, com RPG-2, causando 2 feridos ligeirosàs NT; sob fogo intenso das NT, o Grupo retirou-se para Norte.Em seguida, por ordem do Comandante de Agrupamento dirigiram-se para a estrada a fim de fazerem a evacuação dos feridos.
Cerca das 14h10 quando o 1.º Grupo atingiu a estrada, encontrou-se frente a frente com um Grupo IN, tendo as NT aberto fogo e causado ao IN 3 feridos confirmados, tendo o IN retirado para Sul.
Os dois Grupos de Combate mantiveram-se a montar segurança no cruzamento da estrada com o trilho MISSIRÃ-IERO SALDÉ, até às 15h30, hora que foi feita a Heli-evacuação.
Após a evacuação, o 1.º Grupo de Combate manteve-se emboscado no cruzamento, enquanto o 3.º Grupo reconheceu a estrada em direcção a BOLOLA e posteriormente em sentido inverso, vindo a emboscar cerca de 800 metros a W. do cruzamento.
Às 17h10, vindo de Sul, surge novamente um Grupo IN, igual aos anteriores, frente ao 1.º Grupo de Combate. Desencadeada a emboscada foi abatido um elemento IN, reagindo este pelo fogo e retirando para Sul.
Os Grupos de Combate passaram a noite nestes locais de emboscada e em 13 às 6h00 iniciaram a progressão para Norte em direcção à estrada nova, seguindo o 1.º Grupo de Combate pelo trilho IERO SALDÉ - SARE DIBANE ( trilho antigo ) e o 3.º Grupo de Combate pelo trilho cerca de 1 000 metros a W. do anterior ( trilho novo ). O 1.º Grupo atingiu a estrada nova, onde emboscou, aguardando a chegada do 3.º Grupo de Combate; este, atingiu a estrada nova às 10h40, reunindo-se ao 1.º Grupo de Combate às 11h15. Reunindo o Agrupamento, seguiu em direcção SARE USSO, onde às 11h45, escoltou o 14.º Pel Art.ª de regresso a A. FORMOSA.
AGRUPAMENTO SUL
Neste Agrupamento incorporou-se o Comandante do Batalhão, tendo o mesmo saído de MAMPATÁ a 12 pelas
4h3o, seguindo o mesmo itinerário do Agrupamento Norte até ao Rio BERENHAGE e daqui a corta-mato em direcção a BARAMBOLI e posteriormente pelo trilho até ao Rio PELÉ, junto do qual e cerca de 300 metros a SW. do trilho, foi detectado um acampamento IN, de passagem, sem vestígios de utilização recente.
Entretanto, um Grupo de Combate emboscou no trilho do Rio PELÉ e o outro bateu a Bolanha deste Rio.
Cerca das 13h30 um Grupo de Combate deslocou-se para NE, ao longo do trilho, tendo ouvido o contacto do Agrupamento Norte, pelo que emboscou em BARAMBOLI e o Rio MISSIRÃ.
O outro Grupo de Combate juntou-se ao anterior, vindo a emboscar cerca de 400 metros a NE dele, também sobre o trilho.
Tendo o Comandante do Batalhão entrado em ligação rádio com Of/O que se encontrava no PC em MAMPATÁ, foi dado conhecimento que o IN que tivera contacto com o Agrupamento Norte fugira, Norte e para Sul, o Agrupamento Sul formou um dispositivo para interceptar o IN na sua Fuga para Sul, ou interceptar possíveis reforços vindos de Sul.
O Agrupamento Sul vê surgir, no trilho, um Grupo IN de cerca de 20 elementos, deslocando-se de N/S. Desencadeada a emboscada, o IN sofreu 2 mortos (abandonados no terreno), e 8 feridos, dos quais 3 proválmente mortos, em face dos rastos de sanguereferenciados. Foi capturado um RPG-2 e respectivas granadas e artigos váris sem interesse militar. A 13 pelas 6h00 o Agrupamento Sul executou uma batida na região para onde o IN retirou, onde foram vistos muitos rastos de sangue.
Posteriormente fizeram a retirada para MAMPATÁ, pela estrada de IEROIEL.
14.º PELOTÃO DE ART.ª / GAC7
Escoltado pelo Agrupamento Norte, deslocou-se para Mampatá, onde montou uma base de fogo de 2 bocas de fogo.
Efectuou um tiro de regulação, para a região 1 000 metros a SW. de QUECUTEL, regulação que foi feita pelo Agrupamento Sul.
Depois dos contactos do Agrupamento Norte com o IN e a pedido daquele, executou uma barragem de 16 tiros, para possível itinerário de retirada do IN, cerca de 1 500 metros a Norte de IERO SALDÉ.
Conforme o planeado foi feita toda a noite uma barragem de fogo, para a região entre os Rios QUECUTEL e GONHEGEEL, a fim de isolar a zona de instalação das NT, contra qualquer possível ataque do IN vindo do Sul.
Às 21h45, após a intercepçãodo Agrupamento Sul foi feita nova barragem de fogo, em apoio ao Agrupamento.
Durante a noite , manteve-se a barragem, a espaços irregulares.
A pedido do Agrupamento Sul e depois deste abandonar as posições onde passara a noite. Foi feita nova barragem de fogo.
O Pelotão regressou a A.FORMOSA a 13 pelas 12h45.
Resultados obtidos
a) Baixas causadas ao IN
Mortos confirmados ....................4
" prováveis........................3
Feridos confirmados ...................8
b) Material capturado ao IN
- Pela Cart. 2519
- Lança granadas RPG-2 ................1
- Gran. RPG-2 ...............................4
c) Instalações do In. referenciadas
- Um acampamento de passagem, em ( XITOLE 4A3-22), provávelmente de apoio aos Grupos IN que actuam sobre o "corredor" de MISSIRÃ. Foi destruido.
d) Pessoal que mais se distinguiu nesta operação
Alferes Mil.º Joaquim Maria de Sousa Frade
Soldado Manuel dos Santos Lampreia
" P. Caç. Nat. 68 Mamadu Bari
Cmdt. P. Mil. Samba Baldé
Sold. Mil. Jaló Sané
Nota - Todos estes elementos foram retirados da História da Unidade
Até Breve
Mário Pinto
Em Outubro de 1970, realizou-se a Op. NOVO RUMO com a participação da Cart. 2519, 2 Grupos de Combate.
OP: "NOVO RUMO"
a) Comandante
Tenente Coronel Agostinho Ferreira
b) Comandantes das Subunidades
Agrup. Norte - Capitão Ramalho Pisco
- Alferes Martins
- Furriel Rita
Agrup. Sul - Capitão Barrelas
- Alferes Frade
- Alferes Claudino
14º Pel. Artª/gac.7 - Alferes Andrade
c) Meios
- 2 Companhias (-) a 2 Grupos de Combate, reforçadas com elementos dos Pelotões de Milícia 231 e 234.
- 1 Pelotão de Artilharia 14 cm a 2 Secções
- 1 Helicóptero-Canhão
d) Articulação da Força
Cada Agrupamento foi articulado em 2 Grupos de Combate, reforçados com elementos da milícia.
DESENROLAR DA ACÇÃO
Às 12h30, o Agrupamento Norte saiu de A.Formosa, auto transportado e escoltando o 14º Pelotão de Art.ª, seguio para MAMPATÁ.
Dado que, a partir de Mampatá, os Agrupamentos actuaram sempre independentemente um do outro, passa a descrever-se, em separado, o desenrolar da acção de cada um.
AGRUPAMENTO NORTE
Às 13h40, iniciou o seu movimento apeado pela estrada MAMPATÁ-IEROIEL-MISSIRÃ, cujo cruzamento atingiu às 8h00. O 1.º Grupo de Combate, seguio pelo trilho em direcção a IERO SALDÉ, emboscando sobre o mesmo, a Sul do Rio BERENHAGE, enquanto o 3.º Grupo de Combate continuou pela estrada, encontrando novo trilho para Norte, cerca de 300 metros a seguir ao anterior e seguindo por ele, vindo a emboscar cerca de 400 metros a Norte da estrada. Às 8h45 estava montado este dispositivo.
Cerca das 13h40 surgiu, de Norte para Sul, pelo trilho em que se encontrava o 3.º Grupo de Combate, um grupo IN de cerca de 5 elementos, com armas ligeiras e 1 RPG-2. Desencadeada a emboscada, foi abatido um elementoIn (morto) e feito mais um ferido tendo o Grupo debandado para W. Cerca das 13h50, surge pelo trilho do 1.º Grupo de Combate, no mesmo sentido, um Grupo In também de cerca 5 elementos; devia tratar-se de outra fracção do Grupo a que pertenciam os primeiros elementos e que perante a intercepção no primeiro trilho tentaram passar pelo segundo. Este Grupo apercebeu-se da emboscada das NT e abriu fogo em primeiro lugar, com RPG-2, causando 2 feridos ligeirosàs NT; sob fogo intenso das NT, o Grupo retirou-se para Norte.Em seguida, por ordem do Comandante de Agrupamento dirigiram-se para a estrada a fim de fazerem a evacuação dos feridos.
Cerca das 14h10 quando o 1.º Grupo atingiu a estrada, encontrou-se frente a frente com um Grupo IN, tendo as NT aberto fogo e causado ao IN 3 feridos confirmados, tendo o IN retirado para Sul.
Os dois Grupos de Combate mantiveram-se a montar segurança no cruzamento da estrada com o trilho MISSIRÃ-IERO SALDÉ, até às 15h30, hora que foi feita a Heli-evacuação.
Após a evacuação, o 1.º Grupo de Combate manteve-se emboscado no cruzamento, enquanto o 3.º Grupo reconheceu a estrada em direcção a BOLOLA e posteriormente em sentido inverso, vindo a emboscar cerca de 800 metros a W. do cruzamento.
Às 17h10, vindo de Sul, surge novamente um Grupo IN, igual aos anteriores, frente ao 1.º Grupo de Combate. Desencadeada a emboscada foi abatido um elemento IN, reagindo este pelo fogo e retirando para Sul.
Os Grupos de Combate passaram a noite nestes locais de emboscada e em 13 às 6h00 iniciaram a progressão para Norte em direcção à estrada nova, seguindo o 1.º Grupo de Combate pelo trilho IERO SALDÉ - SARE DIBANE ( trilho antigo ) e o 3.º Grupo de Combate pelo trilho cerca de 1 000 metros a W. do anterior ( trilho novo ). O 1.º Grupo atingiu a estrada nova, onde emboscou, aguardando a chegada do 3.º Grupo de Combate; este, atingiu a estrada nova às 10h40, reunindo-se ao 1.º Grupo de Combate às 11h15. Reunindo o Agrupamento, seguiu em direcção SARE USSO, onde às 11h45, escoltou o 14.º Pel Art.ª de regresso a A. FORMOSA.
AGRUPAMENTO SUL
Neste Agrupamento incorporou-se o Comandante do Batalhão, tendo o mesmo saído de MAMPATÁ a 12 pelas
4h3o, seguindo o mesmo itinerário do Agrupamento Norte até ao Rio BERENHAGE e daqui a corta-mato em direcção a BARAMBOLI e posteriormente pelo trilho até ao Rio PELÉ, junto do qual e cerca de 300 metros a SW. do trilho, foi detectado um acampamento IN, de passagem, sem vestígios de utilização recente.
Entretanto, um Grupo de Combate emboscou no trilho do Rio PELÉ e o outro bateu a Bolanha deste Rio.
Cerca das 13h30 um Grupo de Combate deslocou-se para NE, ao longo do trilho, tendo ouvido o contacto do Agrupamento Norte, pelo que emboscou em BARAMBOLI e o Rio MISSIRÃ.
O outro Grupo de Combate juntou-se ao anterior, vindo a emboscar cerca de 400 metros a NE dele, também sobre o trilho.
Tendo o Comandante do Batalhão entrado em ligação rádio com Of/O que se encontrava no PC em MAMPATÁ, foi dado conhecimento que o IN que tivera contacto com o Agrupamento Norte fugira, Norte e para Sul, o Agrupamento Sul formou um dispositivo para interceptar o IN na sua Fuga para Sul, ou interceptar possíveis reforços vindos de Sul.
O Agrupamento Sul vê surgir, no trilho, um Grupo IN de cerca de 20 elementos, deslocando-se de N/S. Desencadeada a emboscada, o IN sofreu 2 mortos (abandonados no terreno), e 8 feridos, dos quais 3 proválmente mortos, em face dos rastos de sanguereferenciados. Foi capturado um RPG-2 e respectivas granadas e artigos váris sem interesse militar. A 13 pelas 6h00 o Agrupamento Sul executou uma batida na região para onde o IN retirou, onde foram vistos muitos rastos de sangue.
Posteriormente fizeram a retirada para MAMPATÁ, pela estrada de IEROIEL.
14.º PELOTÃO DE ART.ª / GAC7
Escoltado pelo Agrupamento Norte, deslocou-se para Mampatá, onde montou uma base de fogo de 2 bocas de fogo.
Efectuou um tiro de regulação, para a região 1 000 metros a SW. de QUECUTEL, regulação que foi feita pelo Agrupamento Sul.
Depois dos contactos do Agrupamento Norte com o IN e a pedido daquele, executou uma barragem de 16 tiros, para possível itinerário de retirada do IN, cerca de 1 500 metros a Norte de IERO SALDÉ.
Conforme o planeado foi feita toda a noite uma barragem de fogo, para a região entre os Rios QUECUTEL e GONHEGEEL, a fim de isolar a zona de instalação das NT, contra qualquer possível ataque do IN vindo do Sul.
Às 21h45, após a intercepçãodo Agrupamento Sul foi feita nova barragem de fogo, em apoio ao Agrupamento.
Durante a noite , manteve-se a barragem, a espaços irregulares.
A pedido do Agrupamento Sul e depois deste abandonar as posições onde passara a noite. Foi feita nova barragem de fogo.
O Pelotão regressou a A.FORMOSA a 13 pelas 12h45.
Resultados obtidos
a) Baixas causadas ao IN
Mortos confirmados ....................4
" prováveis........................3
Feridos confirmados ...................8
b) Material capturado ao IN
- Pela Cart. 2519
- Lança granadas RPG-2 ................1
- Gran. RPG-2 ...............................4
c) Instalações do In. referenciadas
- Um acampamento de passagem, em ( XITOLE 4A3-22), provávelmente de apoio aos Grupos IN que actuam sobre o "corredor" de MISSIRÃ. Foi destruido.
d) Pessoal que mais se distinguiu nesta operação
Alferes Mil.º Joaquim Maria de Sousa Frade
Soldado Manuel dos Santos Lampreia
" P. Caç. Nat. 68 Mamadu Bari
Cmdt. P. Mil. Samba Baldé
Sold. Mil. Jaló Sané
Nota - Todos estes elementos foram retirados da História da Unidade
Até Breve
Mário Pinto
quinta-feira, 23 de julho de 2009
CENTRO DE SAÙDE DE MAMPATÁ
Caros camaradas
Gostaria de realçar a qualidade dos nossos Serviços de Saúde na altura, de uma Enfermaria improvisada os nossos Enfermeiros conseguiram autenticos milagres na assistencia à Comp.ª e População em geral.
Superiormente dirigidos pelo nosso Furriel Agostinho, os 1.os Cabos Lomba, Damião, Alves e um Enf.º do
Pelotão de Nativos 68, multiplicavão-se na assistencia à população e às NT, não esquecendo a sua integração nos Grupos de Combate.
Tiveram acção preponderante quando da vacinação da febre amarela e malária, junto das população. Tornaram-se e souberam ser respeitados por todos, pele sua aplicação e dedicação ao bem estar de todos.
Ao escrever C.S.MAMPATÁ, hirónicamente queria estabelecer um paralelo entre ontem e hoje. Quando uns nada tinham muito fizeram, os que hoje tem nada fazem.
Por iniciativa do nosso Comandante de Companhia lá foi construida uma Enfermaria que apesar rudimentar
era operacional, para melhor fazer face às necessidades de MAMPATÁ.
Por achar que devia realçar um serviço prestado por camaradas nossos em prol de todos, aqui deixo o meu apreço e obrigado aos nossos Enfermeiros.
Até Breve
Mário Pinto
Gostaria de realçar a qualidade dos nossos Serviços de Saúde na altura, de uma Enfermaria improvisada os nossos Enfermeiros conseguiram autenticos milagres na assistencia à Comp.ª e População em geral.
Superiormente dirigidos pelo nosso Furriel Agostinho, os 1.os Cabos Lomba, Damião, Alves e um Enf.º do
Pelotão de Nativos 68, multiplicavão-se na assistencia à população e às NT, não esquecendo a sua integração nos Grupos de Combate.
Tiveram acção preponderante quando da vacinação da febre amarela e malária, junto das população. Tornaram-se e souberam ser respeitados por todos, pele sua aplicação e dedicação ao bem estar de todos.
Ao escrever C.S.MAMPATÁ, hirónicamente queria estabelecer um paralelo entre ontem e hoje. Quando uns nada tinham muito fizeram, os que hoje tem nada fazem.
Por iniciativa do nosso Comandante de Companhia lá foi construida uma Enfermaria que apesar rudimentar
era operacional, para melhor fazer face às necessidades de MAMPATÁ.
Por achar que devia realçar um serviço prestado por camaradas nossos em prol de todos, aqui deixo o meu apreço e obrigado aos nossos Enfermeiros.
Até Breve
Mário Pinto
ATAQUE DO IN À CHAMARRA

Caros camaradas
No dia 21/12/69, dois grupos do IN atacou violentamente o aquartelamento da CHAMARRA, com RPG7, MORT. 82 e armas automáticas durante cerca de 10 minutos, retirando em seguida dada a pronta resposta dos nossos camaradas aquartelados na CHAMARRA.
Uma força da CART. 2519, comandada pelo Alf. Frade encontrava-se emboscada no Rio DUBICHENQUE sobre o trilho COLIBUIA-GUIDALI, por onde o IN retirou depois de atacar a CHAMARRA. O IN depois do contacto com a nossa força retirou para COLIBUIA com várias baixas, poís foram vistos vários rastos de sangue. As nossas tropas sofreram um ferido ligeiro (MILICIA).
Por ter havido um lapso nas transmissões e em MAMPATÁ se desconhecer a evolução da referida acção, saíu imediatamente uma força para COLIBUIA, 2 Grupos de Combate, Com. pelo Cap. Jacinto M. Barrelas e, quando
seguia pelo trilho para GUIDALI teve dois contactos com dois Grupos IN entre as 12h00 e as 13h00. O primeiro no Rio IEROBÁ e o segundo 200 metros á frente. Em qualquer das acções o IN retirou para COLIBUIA sofrendo 3 mortos confirmados e vários feridos e apreenção de 4 carregadores de metralhadora.As NT sofreram 4 feridos (2 Furries).
Resultados Obtidos
a) Baixas ao IN
- Mortos confirmados........................... 3
- Feridos " ...........................vários
b) Material capturado ao IN
- Carregadores de metralhadora ..........4
- Munições de armas ligeiras ................300
Baixas sofridas pelas NT
a) Feridos
- Furriel Mil.º - José de São Pedro Bernardo
- " " - Mário Gualter Rodrigues Pinto
- Soldado Art. - José Manuel Barraco Rodrigues
- " " - Joaquim Matias Guerreiro
- " Mil.ª- Iussufi Baldé - Pel. Mil.ª 137
b) Mortos
- Nada
Nesta acção foram louvados os Furrieis José Bernardo, Mário Pinto e o Soldado Manuel Raposo Marques por actos de coragem de baixo de fogo.
Esta acção tambem teve uma citação honrosa do CO.CHEFE - OPER. Sr. Gen. Spínola
Nota: Todos estes dados foram retirados da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
No dia 21/12/69, dois grupos do IN atacou violentamente o aquartelamento da CHAMARRA, com RPG7, MORT. 82 e armas automáticas durante cerca de 10 minutos, retirando em seguida dada a pronta resposta dos nossos camaradas aquartelados na CHAMARRA.
Uma força da CART. 2519, comandada pelo Alf. Frade encontrava-se emboscada no Rio DUBICHENQUE sobre o trilho COLIBUIA-GUIDALI, por onde o IN retirou depois de atacar a CHAMARRA. O IN depois do contacto com a nossa força retirou para COLIBUIA com várias baixas, poís foram vistos vários rastos de sangue. As nossas tropas sofreram um ferido ligeiro (MILICIA).
Por ter havido um lapso nas transmissões e em MAMPATÁ se desconhecer a evolução da referida acção, saíu imediatamente uma força para COLIBUIA, 2 Grupos de Combate, Com. pelo Cap. Jacinto M. Barrelas e, quando
seguia pelo trilho para GUIDALI teve dois contactos com dois Grupos IN entre as 12h00 e as 13h00. O primeiro no Rio IEROBÁ e o segundo 200 metros á frente. Em qualquer das acções o IN retirou para COLIBUIA sofrendo 3 mortos confirmados e vários feridos e apreenção de 4 carregadores de metralhadora.As NT sofreram 4 feridos (2 Furries).
Resultados Obtidos
a) Baixas ao IN
- Mortos confirmados........................... 3
- Feridos " ...........................vários
b) Material capturado ao IN
- Carregadores de metralhadora ..........4
- Munições de armas ligeiras ................300
Baixas sofridas pelas NT
a) Feridos
- Furriel Mil.º - José de São Pedro Bernardo
- " " - Mário Gualter Rodrigues Pinto
- Soldado Art. - José Manuel Barraco Rodrigues
- " " - Joaquim Matias Guerreiro
- " Mil.ª- Iussufi Baldé - Pel. Mil.ª 137
b) Mortos
- Nada
Nesta acção foram louvados os Furrieis José Bernardo, Mário Pinto e o Soldado Manuel Raposo Marques por actos de coragem de baixo de fogo.
Esta acção tambem teve uma citação honrosa do CO.CHEFE - OPER. Sr. Gen. Spínola
Nota: Todos estes dados foram retirados da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
quarta-feira, 22 de julho de 2009
HÉLIPORTO DE MAMPATÁ

Caros camaradas
Em Novembro de 1970, começou a construção do Héliporto de Mampatá, obra essa levada a cabo por todos nós.
A falta de condições para a sua construção era notória, lembro-me que a pedra, ( coisa rara ) era necessário irmos buscà-la junto á bolanha das beijudas, procurá-la cavar e transportá-la. Este trabalho foi feito diariamente pelo Grupo de Combate que ficava de serviço ao aquartelamento.
No fim de cada período de trabalho lá iamos nós chatear o Fur. Inácio Vaguemestre da nossa Comp.ª à procura da paga do nosso serviço que consestia numa Bojeca e pão com chouriço, um luxo para aquela época.
Ao fim de algum tempo lá conseguimos concluir esta obra, que foi a última entre tantas que realizámos em Mampatá.
Depois de pronto o Héliporto ficou magnífico o orgulho de muitos de nós, felizmente nunca foi utilizado ao nosso serviço.
Até breve
Mário Pinto
Em Novembro de 1970, começou a construção do Héliporto de Mampatá, obra essa levada a cabo por todos nós.
A falta de condições para a sua construção era notória, lembro-me que a pedra, ( coisa rara ) era necessário irmos buscà-la junto á bolanha das beijudas, procurá-la cavar e transportá-la. Este trabalho foi feito diariamente pelo Grupo de Combate que ficava de serviço ao aquartelamento.
No fim de cada período de trabalho lá iamos nós chatear o Fur. Inácio Vaguemestre da nossa Comp.ª à procura da paga do nosso serviço que consestia numa Bojeca e pão com chouriço, um luxo para aquela época.
Ao fim de algum tempo lá conseguimos concluir esta obra, que foi a última entre tantas que realizámos em Mampatá.
Depois de pronto o Héliporto ficou magnífico o orgulho de muitos de nós, felizmente nunca foi utilizado ao nosso serviço.
Até breve
Mário Pinto
EMBOSCADA EM IERO SALDÉ
Caros camaradas
No dia 14 de Dezembro de 69, o 1.º Grupo de combate e duas secções do Pel. Mil. 137 emboscados em Iero Saldé no corredor de Missirã, tiveram a seguinte acção militar.
Força executante
a) comandante - Joaquim Maria de Sousa Frade
b) meios
- Um Gr. de Comb. da Cart 2519
- Duas Secções do Pel. Mil. 137
Às 12h00 de 14/12/69 quando um Grupo IN estimado em 20 elementos circulava pela linha de infiltacção UNAL-MISSIRÃ-UANE no sentido de Sul para Norte, foi emboscado pelas NT em IERO SALDÉ, sofrendo 5 mortos confirmados e vários feridos, atendendo aos vários rastos de sangue que dirigiam para MISSIRÃ é natural que o número de mortos seja mais elevado.
O IN não reagiu pelo fogo. As NT não sofreram baixas.
Resultados Obtidos
a) Baixas ao IN
- Mortos confirmados......5
- Feridos " ......vários
b) Material e documentos capturados ao IN
- Granadas de morteiro 82 mm .......................25
- " " 60 mm .......................42
- cargas de morteiro 82 mm........................104
- " " 60 mm........................41
- Cantil.............................................................1
- Bornal............................................................1
- coletes de flutuação........................................2
- cadernos escolares.........................................2 000
- blocos de apontamentos.................................20
- maços de cigarros...........................................300
Esta foi mais uma das acções militares que Cart 2519 esteve empenhada ao longo da sua missão na Guiné.
Nota: Este resumo foi retirado da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
No dia 14 de Dezembro de 69, o 1.º Grupo de combate e duas secções do Pel. Mil. 137 emboscados em Iero Saldé no corredor de Missirã, tiveram a seguinte acção militar.
Força executante
a) comandante - Joaquim Maria de Sousa Frade
b) meios
- Um Gr. de Comb. da Cart 2519
- Duas Secções do Pel. Mil. 137
Às 12h00 de 14/12/69 quando um Grupo IN estimado em 20 elementos circulava pela linha de infiltacção UNAL-MISSIRÃ-UANE no sentido de Sul para Norte, foi emboscado pelas NT em IERO SALDÉ, sofrendo 5 mortos confirmados e vários feridos, atendendo aos vários rastos de sangue que dirigiam para MISSIRÃ é natural que o número de mortos seja mais elevado.
O IN não reagiu pelo fogo. As NT não sofreram baixas.
Resultados Obtidos
a) Baixas ao IN
- Mortos confirmados......5
- Feridos " ......vários
b) Material e documentos capturados ao IN
- Granadas de morteiro 82 mm .......................25
- " " 60 mm .......................42
- cargas de morteiro 82 mm........................104
- " " 60 mm........................41
- Cantil.............................................................1
- Bornal............................................................1
- coletes de flutuação........................................2
- cadernos escolares.........................................2 000
- blocos de apontamentos.................................20
- maços de cigarros...........................................300
Esta foi mais uma das acções militares que Cart 2519 esteve empenhada ao longo da sua missão na Guiné.
Nota: Este resumo foi retirado da História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
terça-feira, 21 de julho de 2009
ESCOLA PRIMÁRIA DE MAMPATÁ

Caros camaradas
Hoje gostaria de falar de uma das obras sociais da Cart.2519, realizada em Mampatá.
Por iniciativa do Com.ª da Cart. 2519, Cap. Jacinto Manuel Barrelas foi construida em Mampatá uma Escola Primária com o objectivo de instruir as crianças de Mampatá nos ensinos básicos e também aos nossos soldados sem a 4.ª classe.
O ensino Escolar ficou ao cargo dos Furrieis Enf. e de Trm. respectivamente Agostinho e Louro o qual com competencia e zelo levaram com exito a sua missão.
Segundo os dados estatisticos públicados frequentaram a Escola o seguinte número de alunos.
MILITARES - 38 da Metropole e 15 Naturais da Guiné
CIVIS - 105 Crianças e 17 Adultos
TOTAL - 175 Alunos
Concluiram a 4.ª classe com exito 48 Militares e 12 Adultos. As Crianças no termo da nossa comissão encontravão-se na 3.ª classe.
Na Cart. 2519, as acções não se confinaram só à Zona Operacional de Guerra também Houve obra na rectaguarda muito louvavel e a prova está no que construimos em Mampatá.
Nota: Todos estes elementos foram tirados da nossa Historia da Unidade.
Até Breve
Mário Pinto
Hoje gostaria de falar de uma das obras sociais da Cart.2519, realizada em Mampatá.
Por iniciativa do Com.ª da Cart. 2519, Cap. Jacinto Manuel Barrelas foi construida em Mampatá uma Escola Primária com o objectivo de instruir as crianças de Mampatá nos ensinos básicos e também aos nossos soldados sem a 4.ª classe.
O ensino Escolar ficou ao cargo dos Furrieis Enf. e de Trm. respectivamente Agostinho e Louro o qual com competencia e zelo levaram com exito a sua missão.
Segundo os dados estatisticos públicados frequentaram a Escola o seguinte número de alunos.
MILITARES - 38 da Metropole e 15 Naturais da Guiné
CIVIS - 105 Crianças e 17 Adultos
TOTAL - 175 Alunos
Concluiram a 4.ª classe com exito 48 Militares e 12 Adultos. As Crianças no termo da nossa comissão encontravão-se na 3.ª classe.
Na Cart. 2519, as acções não se confinaram só à Zona Operacional de Guerra também Houve obra na rectaguarda muito louvavel e a prova está no que construimos em Mampatá.
Nota: Todos estes elementos foram tirados da nossa Historia da Unidade.
Até Breve
Mário Pinto
OP: " DIAMANTE AZUL "

Caros camaradas
As nossas tropas tomaram parte na Op. " Diamante Azul ". Dois grupos de combate da Cart. 2519 entraram nesta operaçao fazendo parte de uma Companhia de intervenção para colaborar com uma Comp.ª de Páraquedistas na Zona de UNAL a Sul da Provincia.
A Companhia que tomou parte nesta operação denominada "DIAMANTE AZUL", foi constituida por dois grupos de combate da Cart. 2519 de MAMPATÁ, um grupo de combate da Cart 2521 de A.FORMOSA e um grupo de combate da C.CAÇ. 2615 do BAT. CAÇ. 2892. Tinha como Comandante de Companhia, o Snr. Cap.
MARQUES da Comp.ª de Art. 2873 de EMPADA.
OBJECTIVO PRINCIPAL - Tentar impedir a fuga do IN enquanto em SAMBASÓ a Comp.ª de Páraquedistas fazia uma batida no intuíto de capturar elementos IN e respectivo material que segundo notícia tentava passar para o QUIMARA.
Dia 13 - Cerca das 12h00 foi formada a Comp.ª em A.FORMOSA, ficando à ordem do Batalhão, a fim de, em qualquer momento ser helitransportada para o local da operação.
Dia 14 - Cerca das 07h00 foi transmitida pelo Com. da Comp.ª aos Com. de Grupo de Combate, a missão da Comp.ª.
Cerca das 08h00, do Aerodromo de A.FORMOSA foram helitransportados para a região de SAMBASÓ onde, até cerca das 15h00 estiveram emboscados, enquanto a Comp.ª de Páraquedistas procedia à batida. Após ter sido feita a batida, a Comp.ª de Intervenção deslocou-se para SAMBASÓ a fim de ser evacuada.
Em SAMBASÓ as tropas Páraquedistas durante a batida, verificaram que o IN deixou vestígios de presença e passagem no local, dois dias antes.
Em SAMBASÓ, as forças da Comp.ª de Intervenção capturaram um elemento IN armado com espingarda "SIMONOV" que afirmava ter seguido uma coluna IN de cerca de 40 elementos, dois dias antes em direcção a BUBA, sempre a corta-mato.
Não deve tratar-se de coluna de reabastecimentos mas sim de Grupo armado.
Em SAMBASÓ as nossas forças capturaram ao IN, 4 granadas de Mort. 82, 10 granadas de Canhão s/recuo, 1 mina A/C e outro material diverso e documentos.
Cerca das 17h00 o Com. da Comp.ª recebeu nova missão.
Visitar no dia seguinte as povoações controladas pelo IN, de LENGUEL e NHACOBÁ.
Pelas 18h00, as NT foram helitransportadas para perto de LENGUEL onde pernoitaram.
Dia 15 - As NT em progressão pela mata no Sul da Provincia entraram nas povoações de LENGUEL e NHACOBÁ.
A população ao presentir as NT pôs-se em fuga. Entretanto em NHACOBÁ as NT capturaram 7 elementos do IN.
Recebeu tambem a visita do Sr. General ANTÓNIO SPÍNOLA que na qualidade de COM-CHEFE das FORÇAS ARMADAS da GUINÉ ali se deslocou helitransportado para pessoalmente se inteirar da operação.
O Com. da Comp.ª recebeu nova missão.
Emboscar num trilho IN na Zona de SALANQUEL para onde foi helitransportada a Comp.ª cerca das 17h00.Nesta Zona se pernoitou e no dia seguinte emboscou-se sobre o trilho, enquanto as tropas Páraquedistas procediam a uma batida. Não se registou aqui qualquer contacto com o IN, tendo cessado a operação no dia 16 pelas 17hoo, hora que as NT foram evacuadas para BUBA.
É de realçar o entusiasmo e boa vontade com que todos os elementos das NT se empenharam nesta operação em que a falta de água obrigou as NT a um sofrimento quase insuportável.
Nota: Este resumo biográfico foi retirado da nossa História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
As nossas tropas tomaram parte na Op. " Diamante Azul ". Dois grupos de combate da Cart. 2519 entraram nesta operaçao fazendo parte de uma Companhia de intervenção para colaborar com uma Comp.ª de Páraquedistas na Zona de UNAL a Sul da Provincia.
A Companhia que tomou parte nesta operação denominada "DIAMANTE AZUL", foi constituida por dois grupos de combate da Cart. 2519 de MAMPATÁ, um grupo de combate da Cart 2521 de A.FORMOSA e um grupo de combate da C.CAÇ. 2615 do BAT. CAÇ. 2892. Tinha como Comandante de Companhia, o Snr. Cap.
MARQUES da Comp.ª de Art. 2873 de EMPADA.
OBJECTIVO PRINCIPAL - Tentar impedir a fuga do IN enquanto em SAMBASÓ a Comp.ª de Páraquedistas fazia uma batida no intuíto de capturar elementos IN e respectivo material que segundo notícia tentava passar para o QUIMARA.
Dia 13 - Cerca das 12h00 foi formada a Comp.ª em A.FORMOSA, ficando à ordem do Batalhão, a fim de, em qualquer momento ser helitransportada para o local da operação.
Dia 14 - Cerca das 07h00 foi transmitida pelo Com. da Comp.ª aos Com. de Grupo de Combate, a missão da Comp.ª.
Cerca das 08h00, do Aerodromo de A.FORMOSA foram helitransportados para a região de SAMBASÓ onde, até cerca das 15h00 estiveram emboscados, enquanto a Comp.ª de Páraquedistas procedia à batida. Após ter sido feita a batida, a Comp.ª de Intervenção deslocou-se para SAMBASÓ a fim de ser evacuada.
Em SAMBASÓ as tropas Páraquedistas durante a batida, verificaram que o IN deixou vestígios de presença e passagem no local, dois dias antes.
Em SAMBASÓ, as forças da Comp.ª de Intervenção capturaram um elemento IN armado com espingarda "SIMONOV" que afirmava ter seguido uma coluna IN de cerca de 40 elementos, dois dias antes em direcção a BUBA, sempre a corta-mato.
Não deve tratar-se de coluna de reabastecimentos mas sim de Grupo armado.
Em SAMBASÓ as nossas forças capturaram ao IN, 4 granadas de Mort. 82, 10 granadas de Canhão s/recuo, 1 mina A/C e outro material diverso e documentos.
Cerca das 17h00 o Com. da Comp.ª recebeu nova missão.
Visitar no dia seguinte as povoações controladas pelo IN, de LENGUEL e NHACOBÁ.
Pelas 18h00, as NT foram helitransportadas para perto de LENGUEL onde pernoitaram.
Dia 15 - As NT em progressão pela mata no Sul da Provincia entraram nas povoações de LENGUEL e NHACOBÁ.
A população ao presentir as NT pôs-se em fuga. Entretanto em NHACOBÁ as NT capturaram 7 elementos do IN.
Recebeu tambem a visita do Sr. General ANTÓNIO SPÍNOLA que na qualidade de COM-CHEFE das FORÇAS ARMADAS da GUINÉ ali se deslocou helitransportado para pessoalmente se inteirar da operação.
O Com. da Comp.ª recebeu nova missão.
Emboscar num trilho IN na Zona de SALANQUEL para onde foi helitransportada a Comp.ª cerca das 17h00.Nesta Zona se pernoitou e no dia seguinte emboscou-se sobre o trilho, enquanto as tropas Páraquedistas procediam a uma batida. Não se registou aqui qualquer contacto com o IN, tendo cessado a operação no dia 16 pelas 17hoo, hora que as NT foram evacuadas para BUBA.
É de realçar o entusiasmo e boa vontade com que todos os elementos das NT se empenharam nesta operação em que a falta de água obrigou as NT a um sofrimento quase insuportável.
Nota: Este resumo biográfico foi retirado da nossa História da Unidade.
Até breve
Mário Pinto
segunda-feira, 20 de julho de 2009
CITAÇÕES E LOUVORES À CART.2519
Caros camaradas
Hoje gostaria de trazer ao nosso blogue as citações e louvores da nossa Cart. 2519 obtidos em acção de Guerra.
Quando os nossos militares defrontaram vário grupos do IN na região de COLIBUIA que tinham atacado o aquartelamento da CHAMARRA.
Passo a citar:
"De Com. Chefe - Oper.
para Cart. 2519
Inf. B. Cac. 2892
- Comandante-Chefe manifesta seu agrado pela forma eficiente actuação e agressividade forças Cart. 2519 na acção desenrolada região COLIBUIA a 21 Dezembro 69"
Citação Elogiosa feita por Comandante de Batalhão Caçadores 2892, constante do Art. 3.º da Ordem de Serviço n.º 44 de 22 de Fevereiro 71, do B.Caç. 2892.
" A poucos dias de terminar a sua Missão neste Sector não quero deixar de citar em Ordem de Serviço a Cart. 2519 pelos excelentes seviços prestados, sua valiosa contribuição para o melhoramento da situação na Provincia da Guiné.
Desembarcada em Maio de 1969, logo assumio a responsabilidade do Sub-Sector de Mampatá, tendo sido empenhada na segurança dos trabalhos da estrada BUBA-A.FORMOSA, onde teve numerosos contactos e sofreu várias flagelações em que o seu pessoal reagiu com o melhor espírito e eficiencia.
E depois empenhada na acção de contrapenetração no "corredor" de MISSIRÃ, onde durante cerca de ano e meio de actividade operacional contínua e esgotante deu as melhores provas de espírito de missão.
Das numerosas acções em que tomou parte é de salientar a acção executada em 21/12/69, quando uma força desta Companhia saiu para interceptar um Grupo In que atacava um Destamento, perseguido-o insistentamente com grande apego e agressividade, vindo a contactá-lo por duas vezes e causando-lhe baixas.
É tambem de salientar a actuação da Companhia na Op. "NOVO RUMO" em que já no final da sua comissão, mercê do seu espírito de sacrificio, experiencia e agressividade infligiu ao IN um elevado número de baixas.
Deixa assim a Cart.2519 uma lacuna difícil de preencher pela tropa que a substitui e é com saudade que o Comando do Batalhão a vê partir, desejando a todos os seus componentes as maiores felecidades
Ten-Coronel Agostinho Ferreira
Mensão honrosa do Sr. Comandante do C.O.P.4
"1. - Não pode este comando deixar de manifestar toda a sua satisfação pelo modo de reacção de toda a Cart.2519, Pel. Caç. Nat. 68, elementos do Pel. Rec. /B.CAÇ. 2834, Pel. Mort. 1242 e Comp. Mil.ª 11 quando do último ataque a esse aquartelamento.
2.- Pelo que me foi dado observar, todos esses elementos demonstraram que não é vão que o soldado Portugues preto ou branco, é considerado como dos melhores do mundo.
3.- É pois com orgulho, na qualidade de oficial do QP e Comandante interino do C.O.P. 4 , que manifesto todo o meu apreço, satisfação e respeito, pela pronta, eficiente e guerrida reacção das tropas dessa Companhia e elementos atrás referidos, o que me deu a certeza de poder cumprir a missão que me foi confiada, com tais elementos sob o meu comando."
Major Pezarat Correia
Nota: todos estes elementos foram retirados da História da Unidade.
Até sempre
Mário Pinto
Hoje gostaria de trazer ao nosso blogue as citações e louvores da nossa Cart. 2519 obtidos em acção de Guerra.
Quando os nossos militares defrontaram vário grupos do IN na região de COLIBUIA que tinham atacado o aquartelamento da CHAMARRA.
Passo a citar:
"De Com. Chefe - Oper.
para Cart. 2519
Inf. B. Cac. 2892
- Comandante-Chefe manifesta seu agrado pela forma eficiente actuação e agressividade forças Cart. 2519 na acção desenrolada região COLIBUIA a 21 Dezembro 69"
Citação Elogiosa feita por Comandante de Batalhão Caçadores 2892, constante do Art. 3.º da Ordem de Serviço n.º 44 de 22 de Fevereiro 71, do B.Caç. 2892.
" A poucos dias de terminar a sua Missão neste Sector não quero deixar de citar em Ordem de Serviço a Cart. 2519 pelos excelentes seviços prestados, sua valiosa contribuição para o melhoramento da situação na Provincia da Guiné.
Desembarcada em Maio de 1969, logo assumio a responsabilidade do Sub-Sector de Mampatá, tendo sido empenhada na segurança dos trabalhos da estrada BUBA-A.FORMOSA, onde teve numerosos contactos e sofreu várias flagelações em que o seu pessoal reagiu com o melhor espírito e eficiencia.
E depois empenhada na acção de contrapenetração no "corredor" de MISSIRÃ, onde durante cerca de ano e meio de actividade operacional contínua e esgotante deu as melhores provas de espírito de missão.
Das numerosas acções em que tomou parte é de salientar a acção executada em 21/12/69, quando uma força desta Companhia saiu para interceptar um Grupo In que atacava um Destamento, perseguido-o insistentamente com grande apego e agressividade, vindo a contactá-lo por duas vezes e causando-lhe baixas.
É tambem de salientar a actuação da Companhia na Op. "NOVO RUMO" em que já no final da sua comissão, mercê do seu espírito de sacrificio, experiencia e agressividade infligiu ao IN um elevado número de baixas.
Deixa assim a Cart.2519 uma lacuna difícil de preencher pela tropa que a substitui e é com saudade que o Comando do Batalhão a vê partir, desejando a todos os seus componentes as maiores felecidades
Ten-Coronel Agostinho Ferreira
Mensão honrosa do Sr. Comandante do C.O.P.4
"1. - Não pode este comando deixar de manifestar toda a sua satisfação pelo modo de reacção de toda a Cart.2519, Pel. Caç. Nat. 68, elementos do Pel. Rec. /B.CAÇ. 2834, Pel. Mort. 1242 e Comp. Mil.ª 11 quando do último ataque a esse aquartelamento.
2.- Pelo que me foi dado observar, todos esses elementos demonstraram que não é vão que o soldado Portugues preto ou branco, é considerado como dos melhores do mundo.
3.- É pois com orgulho, na qualidade de oficial do QP e Comandante interino do C.O.P. 4 , que manifesto todo o meu apreço, satisfação e respeito, pela pronta, eficiente e guerrida reacção das tropas dessa Companhia e elementos atrás referidos, o que me deu a certeza de poder cumprir a missão que me foi confiada, com tais elementos sob o meu comando."
Major Pezarat Correia
Nota: todos estes elementos foram retirados da História da Unidade.
Até sempre
Mário Pinto
MOBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DA CART. 2519
Caros Camaradas
A Comp. Cart.2519, teve como unidade mobilizadora o R.A.L. 3 ÉVORA.
Aconcentração dos quadros da Comp. foi no dia 1/12/68, com início da Esc. Prep. de Quadros que decorreu durante 20 dias.
A organização da Cart. 2519 teve início em 1/1/69 com a chegada do pessoal vindo do R.I. 3 BEJA, ondem tinham feito a Recruta. A maioria do nosso pessoal era natural do Alto e Baixo Alentejo e Algarve.
A Comp. fez o I.A.O. em FARO no R.I.4, apartir do dia 2/3/69, onde se juntaram os restantes camaradas de várias expecialidades.
No dia 7/5/69 teve o embarque no navio NIASSA com destino à Guiné, onde chegámos a 12/5/69
EFECTIVO DA COMPANHIA
CAP. de Art. - Jacinto Manuel Barrelas
Alf. Mil. Op. Es. Joaquim Maria de Sousa Frade
" " Inf. José de Pinho Borges
" " Cav. Henrique Teles Claudino
" " Cav. Arménio dos Martírios Boialvo Badagola
1.º Sarg. Art. Evaristo de Oliveira e Silva
2.º " " Francisco Mário Eugénio M. Sampaio
Fur. Mil. Enf. Agostinho Duarte Seixas Magalhães
" " Cav. José Alberto de Oliveira Leite
" " Art. Mário Gualter Rodrigues Pinto
" " " Arlindo Tadeu de Sousa
" " " Edmundo Miranda Costa Santos
" " " Manuel Laranjinha Canejo
" " " Mário Manuel Bizarro Cardoso
" " " Manuel António H. C. Isidro
" " " António Dias Costa
" " Op.Esp. José de São Pedro Bernardo
" " Ar. Pes. António Manuel da Rocha Ferreira
" " Vag. António João dos Reis Inácio
" " M. Auto José Manuel Neves Torres
" " Cav. José Agostinho Barros Severino
" " Trans. Francisco Pereira Louro
1.º Cabo Enf. António Araújo Lomba
" " " Júlio de Oliveira Alves
" " Clarim Francisco Fialho C. Carapinha
" " R. Mat. António de Oliveira Lúcio
" " O. Crip. José Abílio Janeiro Ramos
" " Tr. Inf. Manuel Viana dos Santos
" " Enf. Damião das Neves Rocha
" " Coz. Inácio Carrasco Ramos
" " Rádtel. Alfredo Manuel da Silva Santos
" " Escrit. António Júlio Pereira Machado
" " M. Auto Carlos Gomes Rodrigues
" " Ap. Met. José Maria Moura Ferreira
" " M. Auto José Augusto Torrão Carrasco
" " Ap. Met. José Domingos Camelo
" " C. Auto Francisco Teixeira Lopes
" " At. Art. Manuel Fernandes de Sousa
" " " " João Mendes Castro
" " " " José Lopes Canivete
" " " " Fernando Alves
" " " " Joaquim josé Cardoso Coelho
" " " " Joaquim António C. Amoroso
" " " " Joaquim Diogo Faneca Carapinha
" " " " José da Silva Carvalho
" " " " José de Fátima Martins R. Palma
" " " " Eduardo Martins de Sousa
" " " " José António Calado Pereira
" " " " António Evaristo Filipe Chora
" " " " José Augusto Ventura
" " " " Carlos Manuel Nobre Pereira
" " " " António Manuel Domingos Caeiro
" " " " Manuel da Palma Colaço
" " " " José Romão Rosa
" " " " Joaquim António Soares Ferreira
" " " " Joaquim Braz Amaro
" " Op. Crip. Vitor Manuel Lapa Delgado
" " At. Art. Hélio António Galão Pessoa
" " " " António Augusto Vieira Gonçalves
" " " " Mário Pinheiro Ferreira
Soldado T.I.C.A. Francico Manuel Silva Martins
" " Abílio Ferreira Luz
" " José Artur Gonçalo Julião
" Tr. Inf. Victor Manuel de Jesus Flores
" C. Auto José Ramos Martins
" " Fernando José Figueiras Vicente
" " Francisco Manuel Cabrita Bacalhau
" Clarim Fernando dos Santos Neto
" C. Auto Manuel Ferreira da Silva
" Coz. Fernando Marques Salgueiro
" Clarim José Joaquim Carreira Ribeiro
" M. Auto José Anibal Velez Rebola
" C. Auto Leonel de Carvalho Meneses
" " Jorge Augusto Manteiga Fava
" " Luciano Costa Rodrigues
" " João Maria Camacho Caracol
" " Joaquim Ramos Paredes
" Básico Miguel Loureiro
" Ap. Met. Manuel dos Santos Fernandes Reis
" " " Carlos Manuel dos Reis Marques
" " " José Ferreira Rodrigues Serrano
" " " José Luis da Costa
" " " Carlos Alberto Pedro dos Santos
" C. Auto Bernardino Alberto Pereira
" " Jerónimo de jesus da Silva
" " António dos Santos Encarnação
" Aux. Coz. Guilherme Louro Neves
" C. Auto Osvaldo Manuel Marques Amaral
" At. Art. José Manuel Barraco Rodrigues
" " Manuel dos Santos Lampreia
" " Raúl António André
" " Francisco Sabino Borrego Franco
" " António Maria Francisco
" " Armando Joaquim Gomes de Matos
" Aux. Coz. Francisco Galamba Galego
" At. Art. António José Rendeiro Jardinha
" " Laurindo Américo Recto
" " Raúl da Silva José
" " João Guerreiro Pinto
" " Virgílio Nunes José
" " Martinho Maria das Dores
" " José Julio Pereiro Favinha
" " José Francisco Martins
" C. Auto Joaquim Teixeira de Sousa
" " Alberto de Sousa Oliveira
" At. Art. Luis António Algarve Bacelo
" " Joaquim António Carrachita
" " Manuel Ferreira Eduardo
" " Joaquim António Turíbio Figueira
" " Vitor Manuel Parreira Caetano
" " José Bento Garcia
" " António Joaquim Gonçalves Amaro
" " Henrique Domingos Samarra dos Santos
" " Francisco Borralho Esperança
" " José Francisco Rodrigues
" " José Maria Martinho
" " José Januário Martins
" " Joaquim Matias Guerreiro
" " António Luis Conceição Rafael
" " António Luis Caraça
" " José Maria Pereira
" " José Domingos Madeira Lino
" " José António Pereira Machado
" " Manuel Nobre Rodrigues
" " José Manuel Mendes
" " Joaquim José Jorge Teles
" " Simão António Marques
" " Idálio Maria Nobre
" " Ludgero Mendonça da Encarnação
" " Albino Pereira Simão
" " Inácio José Inácio
" " António da Encarnação Guerreiro
" " José Guerreiro dos Santos
" " Manuel Eusébio Bonito Amarelo
" " José Carrasco Pica
" " João Helder Martins Rodrigues
" " Norberto dos Santos Costa
" Básico Manuel Raposo Marques
" At. Art. Joaquim Manuel de Brito
" " Manuel Eduardo Afonso Raimundo
" " António Ventura Gomes de Matos
" " António Relhana Chouriço
" " Raúl Oliveira Costa
" " Orlando António Ramos Jacinto
" " Adelino Pires Martins Rodrigues
" " Ventura Afonso
" " Marcolino Rosa C. Marcelino
" " Joaquim Vera Guerreiro
" " Manuel Rosa João
" " Urbino da Silva Maria Loução
" " Fernando Jacinto Gamito
" " Manuel Valente Gorrão
" " António Viegas Alexandre
" " Manuel Francisco Martins
" " António Maria Delgado Cavaco
" " Júlio Dolores Brissos
" " José Jacinto Silvestre
" " Manuel António Guerreiro
" " António José Candeias
" " Manuel da Assunção Nobre
" " Albino José de Campos
" " Luis Francisco Oliveira Fialho
NOTA: estes elementos biográficos foram retirados da nossa História da Unidade
Até breve camaradas
Mário Pinto
A Comp. Cart.2519, teve como unidade mobilizadora o R.A.L. 3 ÉVORA.
Aconcentração dos quadros da Comp. foi no dia 1/12/68, com início da Esc. Prep. de Quadros que decorreu durante 20 dias.
A organização da Cart. 2519 teve início em 1/1/69 com a chegada do pessoal vindo do R.I. 3 BEJA, ondem tinham feito a Recruta. A maioria do nosso pessoal era natural do Alto e Baixo Alentejo e Algarve.
A Comp. fez o I.A.O. em FARO no R.I.4, apartir do dia 2/3/69, onde se juntaram os restantes camaradas de várias expecialidades.
No dia 7/5/69 teve o embarque no navio NIASSA com destino à Guiné, onde chegámos a 12/5/69
EFECTIVO DA COMPANHIA
CAP. de Art. - Jacinto Manuel Barrelas
Alf. Mil. Op. Es. Joaquim Maria de Sousa Frade
" " Inf. José de Pinho Borges
" " Cav. Henrique Teles Claudino
" " Cav. Arménio dos Martírios Boialvo Badagola
1.º Sarg. Art. Evaristo de Oliveira e Silva
2.º " " Francisco Mário Eugénio M. Sampaio
Fur. Mil. Enf. Agostinho Duarte Seixas Magalhães
" " Cav. José Alberto de Oliveira Leite
" " Art. Mário Gualter Rodrigues Pinto
" " " Arlindo Tadeu de Sousa
" " " Edmundo Miranda Costa Santos
" " " Manuel Laranjinha Canejo
" " " Mário Manuel Bizarro Cardoso
" " " Manuel António H. C. Isidro
" " " António Dias Costa
" " Op.Esp. José de São Pedro Bernardo
" " Ar. Pes. António Manuel da Rocha Ferreira
" " Vag. António João dos Reis Inácio
" " M. Auto José Manuel Neves Torres
" " Cav. José Agostinho Barros Severino
" " Trans. Francisco Pereira Louro
1.º Cabo Enf. António Araújo Lomba
" " " Júlio de Oliveira Alves
" " Clarim Francisco Fialho C. Carapinha
" " R. Mat. António de Oliveira Lúcio
" " O. Crip. José Abílio Janeiro Ramos
" " Tr. Inf. Manuel Viana dos Santos
" " Enf. Damião das Neves Rocha
" " Coz. Inácio Carrasco Ramos
" " Rádtel. Alfredo Manuel da Silva Santos
" " Escrit. António Júlio Pereira Machado
" " M. Auto Carlos Gomes Rodrigues
" " Ap. Met. José Maria Moura Ferreira
" " M. Auto José Augusto Torrão Carrasco
" " Ap. Met. José Domingos Camelo
" " C. Auto Francisco Teixeira Lopes
" " At. Art. Manuel Fernandes de Sousa
" " " " João Mendes Castro
" " " " José Lopes Canivete
" " " " Fernando Alves
" " " " Joaquim josé Cardoso Coelho
" " " " Joaquim António C. Amoroso
" " " " Joaquim Diogo Faneca Carapinha
" " " " José da Silva Carvalho
" " " " José de Fátima Martins R. Palma
" " " " Eduardo Martins de Sousa
" " " " José António Calado Pereira
" " " " António Evaristo Filipe Chora
" " " " José Augusto Ventura
" " " " Carlos Manuel Nobre Pereira
" " " " António Manuel Domingos Caeiro
" " " " Manuel da Palma Colaço
" " " " José Romão Rosa
" " " " Joaquim António Soares Ferreira
" " " " Joaquim Braz Amaro
" " Op. Crip. Vitor Manuel Lapa Delgado
" " At. Art. Hélio António Galão Pessoa
" " " " António Augusto Vieira Gonçalves
" " " " Mário Pinheiro Ferreira
Soldado T.I.C.A. Francico Manuel Silva Martins
" " Abílio Ferreira Luz
" " José Artur Gonçalo Julião
" Tr. Inf. Victor Manuel de Jesus Flores
" C. Auto José Ramos Martins
" " Fernando José Figueiras Vicente
" " Francisco Manuel Cabrita Bacalhau
" Clarim Fernando dos Santos Neto
" C. Auto Manuel Ferreira da Silva
" Coz. Fernando Marques Salgueiro
" Clarim José Joaquim Carreira Ribeiro
" M. Auto José Anibal Velez Rebola
" C. Auto Leonel de Carvalho Meneses
" " Jorge Augusto Manteiga Fava
" " Luciano Costa Rodrigues
" " João Maria Camacho Caracol
" " Joaquim Ramos Paredes
" Básico Miguel Loureiro
" Ap. Met. Manuel dos Santos Fernandes Reis
" " " Carlos Manuel dos Reis Marques
" " " José Ferreira Rodrigues Serrano
" " " José Luis da Costa
" " " Carlos Alberto Pedro dos Santos
" C. Auto Bernardino Alberto Pereira
" " Jerónimo de jesus da Silva
" " António dos Santos Encarnação
" Aux. Coz. Guilherme Louro Neves
" C. Auto Osvaldo Manuel Marques Amaral
" At. Art. José Manuel Barraco Rodrigues
" " Manuel dos Santos Lampreia
" " Raúl António André
" " Francisco Sabino Borrego Franco
" " António Maria Francisco
" " Armando Joaquim Gomes de Matos
" Aux. Coz. Francisco Galamba Galego
" At. Art. António José Rendeiro Jardinha
" " Laurindo Américo Recto
" " Raúl da Silva José
" " João Guerreiro Pinto
" " Virgílio Nunes José
" " Martinho Maria das Dores
" " José Julio Pereiro Favinha
" " José Francisco Martins
" C. Auto Joaquim Teixeira de Sousa
" " Alberto de Sousa Oliveira
" At. Art. Luis António Algarve Bacelo
" " Joaquim António Carrachita
" " Manuel Ferreira Eduardo
" " Joaquim António Turíbio Figueira
" " Vitor Manuel Parreira Caetano
" " José Bento Garcia
" " António Joaquim Gonçalves Amaro
" " Henrique Domingos Samarra dos Santos
" " Francisco Borralho Esperança
" " José Francisco Rodrigues
" " José Maria Martinho
" " José Januário Martins
" " Joaquim Matias Guerreiro
" " António Luis Conceição Rafael
" " António Luis Caraça
" " José Maria Pereira
" " José Domingos Madeira Lino
" " José António Pereira Machado
" " Manuel Nobre Rodrigues
" " José Manuel Mendes
" " Joaquim José Jorge Teles
" " Simão António Marques
" " Idálio Maria Nobre
" " Ludgero Mendonça da Encarnação
" " Albino Pereira Simão
" " Inácio José Inácio
" " António da Encarnação Guerreiro
" " José Guerreiro dos Santos
" " Manuel Eusébio Bonito Amarelo
" " José Carrasco Pica
" " João Helder Martins Rodrigues
" " Norberto dos Santos Costa
" Básico Manuel Raposo Marques
" At. Art. Joaquim Manuel de Brito
" " Manuel Eduardo Afonso Raimundo
" " António Ventura Gomes de Matos
" " António Relhana Chouriço
" " Raúl Oliveira Costa
" " Orlando António Ramos Jacinto
" " Adelino Pires Martins Rodrigues
" " Ventura Afonso
" " Marcolino Rosa C. Marcelino
" " Joaquim Vera Guerreiro
" " Manuel Rosa João
" " Urbino da Silva Maria Loução
" " Fernando Jacinto Gamito
" " Manuel Valente Gorrão
" " António Viegas Alexandre
" " Manuel Francisco Martins
" " António Maria Delgado Cavaco
" " Júlio Dolores Brissos
" " José Jacinto Silvestre
" " Manuel António Guerreiro
" " António José Candeias
" " Manuel da Assunção Nobre
" " Albino José de Campos
" " Luis Francisco Oliveira Fialho
NOTA: estes elementos biográficos foram retirados da nossa História da Unidade
Até breve camaradas
Mário Pinto
quinta-feira, 16 de julho de 2009
QUE NINGUEM FIQUE PARA TRÁS
Camaradas
Toca a reunir e apresentem-se na parada pois a vossa presença é imprescendivel no nosso blogue.
Não, é só fazer links, é necessário a vossa intervenção, como sempre o fizeram ao longo da nossa
história. A mobilização é total ninguem pode ficar indiferente ás nossas memórias.
Convido todos os COIRÕES a faze-lo como tambem a publicar as suas fotos de Guerra.
Abram as caixas das recordações tirem da poeira as fotografias e exponham as mesmas em lugar própio e com significado.
Os Morcegos não foram habituados a ficar para trás na picada por isso venham para a linha da frente camaradas.
Até breve
Mário Pinto
Toca a reunir e apresentem-se na parada pois a vossa presença é imprescendivel no nosso blogue.
Não, é só fazer links, é necessário a vossa intervenção, como sempre o fizeram ao longo da nossa
história. A mobilização é total ninguem pode ficar indiferente ás nossas memórias.
Convido todos os COIRÕES a faze-lo como tambem a publicar as suas fotos de Guerra.
Abram as caixas das recordações tirem da poeira as fotografias e exponham as mesmas em lugar própio e com significado.
Os Morcegos não foram habituados a ficar para trás na picada por isso venham para a linha da frente camaradas.
Até breve
Mário Pinto
terça-feira, 14 de julho de 2009
PAIGC o nosso IN e a minha visão da Guerra
Caros camaradasHoje gostaria de falar do PAIGC os nossos IN na altura que todos ouvimos falar,todos os combatemos uns mais outros menos mas poucos os viram. Sentimos muitas vezes a sua presença, as suas acções os seus efeitos mas a sua presença física raras vezes a presenciámos.
Ouvimos falar de Amilcar Cabral, Nino Vieira e tantos outros mas ninguem nos soube explicar quem eram essas personagens. Nessa época eram vistos como TERRORISTAS e figuras a abater eram os ( BIN LANDENS ) do nosso tempo.
O IN era um exército melhor armado que nós, conhecedor do terreno, moralizado e bem enquadrado o que nos deu água pela barba para os poder conter. Durante todo o tempo da contenda o IN modernizou-se, cresceu e criou estruturas e desenvolveu a sua política no terreno.

Nós julgámos por ter o poder aéreo eramos superiores. Engano o nosso, apesar dos Hélios dos Fiates e do Napalm o IN adquiriu armamento moderno e a nossa superioridade acabou.
Nunca os nossos Governantes entenderam a filosofia da Guerra, não nos modernizámos continuámos sempre com a velhinha G3, Mort. 60 Metr. lig. HK 21 esta sim um pouco mais moderna e pásme-se uma Basuca que não nos servia para nada a não ser para nos atrapalhar na mata. Cedo vimos a inutilidade do nosso arsenal em comparação com o nosso opositor que utilizá-va RPG 2 e AK47 "Kalash vulgo ( costureirinha) , morteiro creio que era de calibragem superior ao nosso e sempre bem municiados. 
Depressa aprendemos e a meu ver a única arma que equilibrava no mato e que tinha-mos ao nosso dispor era o DILAGRAMA. Arma poderosa e perigosa mas quando bem utilizada era devastadora e o IN sabia-o. Tinha na minha Companhia camaradas meus soldados que eram verdadeiros artistas no seu manuseamento lembro-me do Corvo do 1.ºGrupo de combate e do Albino o ( Pescador) do 3.º Grupo entre outros que a memória agora me falha.
O PAIGC fazia uma guerra de guerrilha. Implantáva MINAS nos nossos itenerários, embuscávam-nos as colunas os nossos patrulhamentos e atacava as nossas instalações que na maioria eram deficientes Palhotas e Buracos na mata a que chamávamos aquartelamento. A nossa superioridade só se fazia sentir quando os apanhávamos em embuscadas, Op. planeadas e no nosso material bélico pesado no poder aéreo e nas tropas Especiais FUZILEIROS, PARAS e COMANDOS nomeadamente a Comp. Comandos Africanos e Dest. Fuz. Africanos ouve outros agrupamentos como Pel. de Nativos e algumas milicias que fizeram a diferença.

A meu ver foi uma Guerra que não teve vencedores nem vencidos mas sim uma cedência duma das partes beligerantes. È certo que poderia ter sido resolvida pela via DIPLOMÁTICA mas os nossos Governantes da altura não o quiseram.
Com essa atitude talvez quem sabe poderiam ter poupado muitos camaradas nossos que por lá ficaram e o Destino da Guiné se calhar era outro do que agora nós tristemente constatamos.Houve heróis de ambos os lados, militares que se destacaram alguns bem galardoados outros nem tanto como tudo na vida é preciso sorte e estar na altura certa e no local indicado para outros é precisamente o inverso estar no sitio errado e há hora errada.
domingo, 12 de julho de 2009
Estrada da morte BUBA-ALD.FORMOSA

Foi nesta fatidica estrada que os PIRAS da cart.2519, iniciaram a sua intervençao militar em terras da Guiné.
Aquartelados em Mampatá todos os dias lá ia a maralha de pica na mão picar a dita e fazer segurança ás máquinas que rompiam a mata.
Tinha-mos uma certeza a seguir a Sara Usso o In estava à nossa espera. Flagelaçoes e embuscadas era o que ali não faltava, vimos camaradas nossos partir, mas tenazmente fomos resistindo e acabámos a maldita estrada.
Foi feita a primeira coluna de inauguraçao da mesma, uma coluna enorme onde nós iamos encorpurados juntamente com outras companhias. Lembro-me expecialmente dos lenços azuis que vinham de regresso para a Metropole, ao flanquearem a coluna do lado sul tiveram uma embuscada com 2 mortos e várias baixas. Houve mais ataques á coluna ao todo três onde houve mais 1 morto, o atirador apontador dum carro granadeiro que ia a meio da coluna.
Ao fim do dia já noite lá chegá-mos a Buba.
O regresso foi feito pela estrada velha, porque a mesma foi fechada e nunca mais por ela se passou.
Pergunto para que foi tanto sacrificio e sangue derramado, abrimos um buraco na mata, desvastá-mos a mesma e não servio para nada.
Até sempre
Mario Pinto
Aquartelados em Mampatá todos os dias lá ia a maralha de pica na mão picar a dita e fazer segurança ás máquinas que rompiam a mata.
Tinha-mos uma certeza a seguir a Sara Usso o In estava à nossa espera. Flagelaçoes e embuscadas era o que ali não faltava, vimos camaradas nossos partir, mas tenazmente fomos resistindo e acabámos a maldita estrada.
Foi feita a primeira coluna de inauguraçao da mesma, uma coluna enorme onde nós iamos encorpurados juntamente com outras companhias. Lembro-me expecialmente dos lenços azuis que vinham de regresso para a Metropole, ao flanquearem a coluna do lado sul tiveram uma embuscada com 2 mortos e várias baixas. Houve mais ataques á coluna ao todo três onde houve mais 1 morto, o atirador apontador dum carro granadeiro que ia a meio da coluna.
Ao fim do dia já noite lá chegá-mos a Buba.
O regresso foi feito pela estrada velha, porque a mesma foi fechada e nunca mais por ela se passou.
Pergunto para que foi tanto sacrificio e sangue derramado, abrimos um buraco na mata, desvastá-mos a mesma e não servio para nada.
Até sempre
Mario Pinto
sexta-feira, 10 de julho de 2009
RÁDIO CONAKRY
Caros camaradas
Gostaria de relatarvos um noticiário que casualmente ouvi no Hospital de Bissau quando da minha evacuação por ferimento em combate.
No dia 23 de Dezembro de 1969, fui ferido em combate e evacuado para Bissau juntamente com mais 6 camaradas que tivemos o mesmo distino.
Até aqui tudo normal, só que um camarada nosso que se encontrava na enfermaria ferido duma Companhia de Mansoa, estava habituado a ouvir a rádio Conakry e para meu espanto a locutora estava a relatar o nosso encontro.
Mais ou menos dizia isto: As nossas tropas ( PAIGC ), grupo LENINE tinha atacado o aquartelamento da Chamarra e um grupo muito numeroso de tropas colonialistas á qual tinha infligido pesada derrota causando 12 mortos e vários feridos, tendo o PAIGC a lamentar 3 mortos no terreno, a notícia complementava-se que tinham capturado vario material ao inimigo.
A mentira psicológica era praticada de ambos os lados, mas naquela altura supreendeu-me ouvir esta narração, talvez por ter estado envolvido e saber a verdade.
Até sempre
Gostaria de relatarvos um noticiário que casualmente ouvi no Hospital de Bissau quando da minha evacuação por ferimento em combate.
No dia 23 de Dezembro de 1969, fui ferido em combate e evacuado para Bissau juntamente com mais 6 camaradas que tivemos o mesmo distino.
Até aqui tudo normal, só que um camarada nosso que se encontrava na enfermaria ferido duma Companhia de Mansoa, estava habituado a ouvir a rádio Conakry e para meu espanto a locutora estava a relatar o nosso encontro.
Mais ou menos dizia isto: As nossas tropas ( PAIGC ), grupo LENINE tinha atacado o aquartelamento da Chamarra e um grupo muito numeroso de tropas colonialistas á qual tinha infligido pesada derrota causando 12 mortos e vários feridos, tendo o PAIGC a lamentar 3 mortos no terreno, a notícia complementava-se que tinham capturado vario material ao inimigo.
A mentira psicológica era praticada de ambos os lados, mas naquela altura supreendeu-me ouvir esta narração, talvez por ter estado envolvido e saber a verdade.
Até sempre
General Spinola

Caros camaradas
Foi por diversas vezes que tive encontros no mato com o homem do monóculo.
Uma em particular foi em Uane quando me encontrava a fazer protecção á coluna vindo de Buba para Ald. Formosa.
Deixou o meu grupo de combate Manpatá ainda de madrugada com a missão de picar a estrada e fazer proteção á coluna de abastecimento que vinha de Buba, prática normal da nossa Cart. de 15 em 15 dias indo ao encontro dos nossos camaradas de Nhala ( Comp. que neste momento não consigo identificar), feita a junção embuscava-mos nas imidiações junto ao trilho de Uane que era imenso.
Encontrava-me eu nessa função quando começo a ouvir dois hélios na minha direcção.
Chamei o rádio telegrafista e mandei-o entrar em contacto com os hélios informando da nossa posição.Qual o meu espanto quando recebo ordem para fazer segurança apertada ao parímetro pois COM. CHEFE ia descer.
O homem é maluco! disse eu.
Apresentei-me como era da praxe e o mesmo perguntou-me a minha patente. Furriel disse eu. Então não há oficial. Não meu General o meu Alferes enconta-se na Metrópele de férias.
Espante-se o General não sabia que os Furries comandavam nas ausências dos Comandantes de pelotão.
Foi por diversas vezes que tive encontros no mato com o homem do monóculo.
Uma em particular foi em Uane quando me encontrava a fazer protecção á coluna vindo de Buba para Ald. Formosa.
Deixou o meu grupo de combate Manpatá ainda de madrugada com a missão de picar a estrada e fazer proteção á coluna de abastecimento que vinha de Buba, prática normal da nossa Cart. de 15 em 15 dias indo ao encontro dos nossos camaradas de Nhala ( Comp. que neste momento não consigo identificar), feita a junção embuscava-mos nas imidiações junto ao trilho de Uane que era imenso.
Encontrava-me eu nessa função quando começo a ouvir dois hélios na minha direcção.
Chamei o rádio telegrafista e mandei-o entrar em contacto com os hélios informando da nossa posição.Qual o meu espanto quando recebo ordem para fazer segurança apertada ao parímetro pois COM. CHEFE ia descer.
O homem é maluco! disse eu.
Apresentei-me como era da praxe e o mesmo perguntou-me a minha patente. Furriel disse eu. Então não há oficial. Não meu General o meu Alferes enconta-se na Metrópele de férias.
Espante-se o General não sabia que os Furries comandavam nas ausências dos Comandantes de pelotão.
O BÁSICO
Caros camaradas
Gostaria de vos trazer aqui ao blog a história de Manuel Raposo Marques, soldado básico mas de uma grande alma e generosidade.
Básico porque não era instruído, não tinha o ensino básico, por isso o exército não lhe conferiu a categoria de soldado mas foi mandado para a guerra.
O homem revoltou-se por não o deixarem ser igual aos seus iguais, como o mesmo tivesse culpa de nascer num monte Alentejano e nunca ter ido à escola.
O básico ia todas, era ve-lo pela madrugada na hora de sair um grupo de combate para patrulhamento ou qualquer outra operaçao de rotina e o mesmo lá estava armado e pronto para seguir viagem.
O básico entrou praticamente em todas as acções relevantes da cart 2519, com coragem e abgnação digno da maior bravura mais vista, o que lhe valeu ser justamente louvado e premiado com o prémio Governador.
O básico como carinhosamente era conhecido frequentou a escola primária de Mampatá, qual estava a cargo do Furriel Enf. Agostinho de Magalhaes com sucesso pois o mesmo concluio a 4.ª classe antes de terminar a comissão.
O básico teve a maior promoção já mais vista e festejada o mesmo tinha deixado de ser básico e passou a ser soldado o herói nesse dia chorou porque passou a ser igual aos seus iguais.
Gostaria de vos trazer aqui ao blog a história de Manuel Raposo Marques, soldado básico mas de uma grande alma e generosidade.
Básico porque não era instruído, não tinha o ensino básico, por isso o exército não lhe conferiu a categoria de soldado mas foi mandado para a guerra.
O homem revoltou-se por não o deixarem ser igual aos seus iguais, como o mesmo tivesse culpa de nascer num monte Alentejano e nunca ter ido à escola.
O básico ia todas, era ve-lo pela madrugada na hora de sair um grupo de combate para patrulhamento ou qualquer outra operaçao de rotina e o mesmo lá estava armado e pronto para seguir viagem.
O básico entrou praticamente em todas as acções relevantes da cart 2519, com coragem e abgnação digno da maior bravura mais vista, o que lhe valeu ser justamente louvado e premiado com o prémio Governador.
O básico como carinhosamente era conhecido frequentou a escola primária de Mampatá, qual estava a cargo do Furriel Enf. Agostinho de Magalhaes com sucesso pois o mesmo concluio a 4.ª classe antes de terminar a comissão.
O básico teve a maior promoção já mais vista e festejada o mesmo tinha deixado de ser básico e passou a ser soldado o herói nesse dia chorou porque passou a ser igual aos seus iguais.
Os COIRÕES
Caros camaradas.
Saudo o nosso Cap. Jacinto Manuel Barrelas, Coirão mor da nossa Cart. 2519, padrinho do nosso cognome
OS COIRÔES DE MAMPATÁ, que todos os anos no nosso convivio anual o despromovemos à classe Capitão sob a sua cumplicidade uma vez que o mesmo é Coronel na Reserva.
O termo coirão ficou celebre no nosso convivio pelo mesmo cada vez que se dirigia a um suburdinado utilizava o termo, por isso ainda hoje utilizamos simbolicamente.
Os coirões formaram a CART 2519 os Morcegos de Mampatá que nos anos 1969/1971 estiveram na Guiné,
BUBA, ALD. FORMOSA, MAMPATÁ.
Nas picadas de Sare de Usso
No corredor de Uane
Na estrada da morte Buba-Ald. Formosa
Nas operaçoes que fizemos, nomeadamente " Novo Rumo e Diamante Azul."
Nos ataques que sofremos.
Nos roncos que fizemos
Nos mortos e feridos que tivemos
Nas colunas que fizemos
Na obra social que realizámos, duma tabanca sem nada, construimos uma escola, uma enfermaria,um heliporto, uma cantina, uma cozinha,um deposito de géneros, um balneário e outras infra-estruturas do campo militar defensivo.
Estruturámos um corpo de milicias e um pelotão de nativos.
Enfim cumprimos a nossa parte por isso nos tornámos célebres e respeitados só lamento que alguns que nos deviam respeito o não façam e que cada vez que os oiço falar na comunicaçao social só digam disparates.
Por hoje é tudo, até breve
Mario Pinto
Saudo o nosso Cap. Jacinto Manuel Barrelas, Coirão mor da nossa Cart. 2519, padrinho do nosso cognome
OS COIRÔES DE MAMPATÁ, que todos os anos no nosso convivio anual o despromovemos à classe Capitão sob a sua cumplicidade uma vez que o mesmo é Coronel na Reserva.
O termo coirão ficou celebre no nosso convivio pelo mesmo cada vez que se dirigia a um suburdinado utilizava o termo, por isso ainda hoje utilizamos simbolicamente.
Os coirões formaram a CART 2519 os Morcegos de Mampatá que nos anos 1969/1971 estiveram na Guiné,
BUBA, ALD. FORMOSA, MAMPATÁ.
Nas picadas de Sare de Usso
No corredor de Uane
Na estrada da morte Buba-Ald. Formosa
Nas operaçoes que fizemos, nomeadamente " Novo Rumo e Diamante Azul."
Nos ataques que sofremos.
Nos roncos que fizemos
Nos mortos e feridos que tivemos
Nas colunas que fizemos
Na obra social que realizámos, duma tabanca sem nada, construimos uma escola, uma enfermaria,um heliporto, uma cantina, uma cozinha,um deposito de géneros, um balneário e outras infra-estruturas do campo militar defensivo.
Estruturámos um corpo de milicias e um pelotão de nativos.
Enfim cumprimos a nossa parte por isso nos tornámos célebres e respeitados só lamento que alguns que nos deviam respeito o não façam e que cada vez que os oiço falar na comunicaçao social só digam disparates.
Por hoje é tudo, até breve
Mario Pinto
Aos Morcegos de Mampatá
Caros camaradas
Foi em Évora que nos conhecemos.
Foi em Faro que nos unimos
Foi na Guiné amadurecemos
Foi em Mapatá que sofremos
Foi na Mata que sangrámos e morremos
Foi nas colunas que abastecemos
Foi no arame farpado que nos chamaram BANDOS
Foi no capim que embuscámos
Foi no baga baga que nos escondemos
Foi com a beijuda que namorámos
Foi as picadas que pisámos
Foi os mortos e feridos que chorámos
Isto tudo camaradas, Foi a nossa saga por terras do Quebo e que hoje apesar de tanto tempo nos une todos os
anos em Maio num salutar convivio.
O próximo é Vila Nova de Milfontes em 2010 a cargo do nosso camarada Rosca .
Em breve darei mais noticias.
Escreve e dá a tua contribuiçao, escrevendo ou publicando fotos.
Gostaria de saudar o nosso camarada ex. Furriel miliciano Arlindo Tadeu pela sua publicaçao no Correio da Manhã de 31 de Maio de 2009 do nosso historial, parabens Tadeu foste genial como sempre.
Por hoje despeço-me, até breve coirões.
ex. Furriel Mil. Mario Pinto
Foi em Évora que nos conhecemos.
Foi em Faro que nos unimos
Foi na Guiné amadurecemos
Foi em Mapatá que sofremos
Foi na Mata que sangrámos e morremos
Foi nas colunas que abastecemos
Foi no arame farpado que nos chamaram BANDOS
Foi no capim que embuscámos
Foi no baga baga que nos escondemos
Foi com a beijuda que namorámos
Foi as picadas que pisámos
Foi os mortos e feridos que chorámos
Isto tudo camaradas, Foi a nossa saga por terras do Quebo e que hoje apesar de tanto tempo nos une todos os
anos em Maio num salutar convivio.
O próximo é Vila Nova de Milfontes em 2010 a cargo do nosso camarada Rosca .
Em breve darei mais noticias.
Escreve e dá a tua contribuiçao, escrevendo ou publicando fotos.
Gostaria de saudar o nosso camarada ex. Furriel miliciano Arlindo Tadeu pela sua publicaçao no Correio da Manhã de 31 de Maio de 2009 do nosso historial, parabens Tadeu foste genial como sempre.
Por hoje despeço-me, até breve coirões.
ex. Furriel Mil. Mario Pinto
Intervenção no Blog Tabanca Grande (Luis Graça)
"Assunto - Direito à indignação
Ontem ao ver o programa Guerra do Ultramar na RTP1, fiquei indignado com a falta de respeito do Sr. General Almeida Bruno em relação aos nossos camaradas militares conhecidos por tropa macaca, como BANDO, que se limitavam a estar presentes dentro do arame farpado.
Sr. General, é preciso ter descaramento e ser insultuoso para criticar os nossos bravos militares que tão abnegadamente serviram a Pátria em condições de inferioridade táctica e material e desconhecendo o inimigo que defrontavam porque tiveram uma instrução deficiente, que é da sua responsabilidade e dos oficiais superiores que nos comandavam entre aspas. Porque estes, sim, é que estavam no arame farpado.
V. Exa. Sr. General, já se esqueceu que a guerra fora do arame farpado era comandada pelos milicianos e graças a eles lá fomos adiando o fim do Império Colonial.
Para terminar só posso acrescentar que fui ferido em combate e não dentro do arame farpado, louvado e premiado por actos de coragem e não foi dentro do arame farpado.
Cumprimentos, camarada Luis Graça
ex furriel Mário"
Ontem ao ver o programa Guerra do Ultramar na RTP1, fiquei indignado com a falta de respeito do Sr. General Almeida Bruno em relação aos nossos camaradas militares conhecidos por tropa macaca, como BANDO, que se limitavam a estar presentes dentro do arame farpado.
Sr. General, é preciso ter descaramento e ser insultuoso para criticar os nossos bravos militares que tão abnegadamente serviram a Pátria em condições de inferioridade táctica e material e desconhecendo o inimigo que defrontavam porque tiveram uma instrução deficiente, que é da sua responsabilidade e dos oficiais superiores que nos comandavam entre aspas. Porque estes, sim, é que estavam no arame farpado.
V. Exa. Sr. General, já se esqueceu que a guerra fora do arame farpado era comandada pelos milicianos e graças a eles lá fomos adiando o fim do Império Colonial.
Para terminar só posso acrescentar que fui ferido em combate e não dentro do arame farpado, louvado e premiado por actos de coragem e não foi dentro do arame farpado.
Cumprimentos, camarada Luis Graça
ex furriel Mário"
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