sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MORTO EM COMBATE


Caros camaradas

Vitor Manuel Parreira Caetano de seu nome, natural de Beringel, concelho de Beja, Alentejo, conhecido pelo Sold. Vitor Caetano.

Este saudoso ( Morcego) acentou praça no RI 2 Beja, onde fez a recruta. Após a mesma foi para Évora RAL 3, formar a CART 2519, com destino à Guiné.

No dia 20 de junho de 1969, quando o seu Grupo de Combate, fazia protecção à descapinagem da estrada nova BUBA-A.FORMOSA, entre SARE Usso e SARE DIBANE, uma basukada de arma RPG 2 disparada pelo IN, ceifou a vida ao Sold. Vitor Caetano, que se veio a tornar no único elemento fúnebre da nossa Companhia.

O Sold. Vitor Caetano, repousa em Paz, no cemitério da sua terra Beringel, onde os seus camaradas de Armas (MORCEGOS OU COIRÕES), num dos primeiros convívios anuais em Beja,
fizeram uma romagem à sua campa.

Esta é uma singela homenagem que aqui deixo ao nosso Camarada tombado em Combate, que sempre perpétuamente viverá na nossa memória.

Descansa em PAZ, Camarada.


Até breve

Mário Pinto

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CHERNO RACHID


Caros camaradas

Todos nós ouvimos falar, uns mais outros menos, desta figura real e preponderante no conflito da Guiné, e não só, porque o Cherno Rachide que era o chefe espiritual do Islão, tinha tambem autoridade espiritual no Senegal e Guiné Conakry.

A sua influencia era de tal modo significativa que até o General Spínola, deslocava-se à Aldeia Formosa, ( QUEBO) para falar com o mesmo, e promover com o ele o Turismo Relegioso ida a MECA.

Era aliado do Governo Portugues, mas há quem afirme que o mesmo pendia para os dois lados.

O Cherno Rachid, era de raça Futa-Fula, a mais nobre da raça Fula, que revalizavam com os Mandigas a disputa da Região.

Veio a falecer em 1973. E após asua morte o seu filho AL-HAJI AMADÚ DILA DJALÓ, passou a exercer a função de seu Pai.


Até breve


Mário Pinto

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ALFERES FRADE

Caros camaradas

Gostaria de falar de uma das maiores figuras míticas da nossa Cart. 2519.
Alferes Mil.º de Op. Esp. Joaquim Maria de Sousa Frade, comandante do 1.º Grupo de Combate.

Segundo comandante de Companhia, e na ausencia do nosso Cap. Barrelas, assumia o Comando.

Oficial corajoso senhor de uma serenidade impressionante debaixo de fogo, nunca vi o mesmo deitado, sempre a encorajar os seus homens e indicando o caminho a seguir.

Muitos foram os contactos que o Alf. Frade se viu envolvido mais os seus homens, mas nunca se viu um desmorecimento da sua parte, pelo contrário, procurou sempre incutir em todos um espírito dinamico e a melhor maneira de combater.

Oficial respeitador e respeitado, nunca vi o mesmo chamar alguem pelo número ou alcunha para ele os soldados não tinham perdido a paternidade.

O Alf. Frade após a desmobilização seguiu a carreira Militar. Foi para Academia Militar, fez mais uma comissão em Angola como Capitão, regressou à Metropole promovido a Major, lecionou na Academia Militar e actualmente é aposentado como Ten. Coronel na Reserva.

Um abraço de Coirão para Coirão

até breve

Mário Pinto

terça-feira, 4 de agosto de 2009

E.P.A. - Vendas Novas

Caros camaradas

Gostaria de falar da Escola Prática de Artilharia, situada em Vendas Novas no Alentejo.
Foi nesta Instituição Militar que a maior parte dos nossos Furrieis fizeram a sua instrução e preparação para a arte da Guerra.

A E.P.A. era uma das instituições militares na altura que tinha a seu cargo a formação de quadros
atravez dos cursos CSM e COM, com o objectivo da sua preparação tático e militar com fim a Guerra do Ultramar.

Foi no G.I. que conheci o saudoso Maj. Pereira da Silva, que mais tarde veria a ser barbaramente assacinado na Guiné, quando se encontrava desarmado.

O Grupo de Instrução como era designado o G.I., tinha fama pela sua dureza e aplicação da disciplina militar o que levou a ficar conhecido pelo (Centro de Instrução de Comandos do Sul) e era no seu Polígno adjacente que se fazia todo o cenário de instrução de Guerrilha mais ou menos real.

Vendas Novas, terra de acolhimento de todos os instruendos, era afável para os mesmos recebendo-os no seu ceio, como filhos da terra.

A E.P.A., hoje tem a seu cargo a IB do CFO, CSE, CTP, CCO e CCOE, como também o Museu Militar de Artilharia.


Até breve

Mário Pinto

domingo, 2 de agosto de 2009

O CARA ALEGRE

Caros camaradas

Quem não se lembra desta figura tão castiça e sempre bem disposta da nossa Cart. 2519.

José Manuel Mendes de seu nome, natural de Odivelas, Ferreira do Alentejo, o CARA ALEGRE como carinhosamente era conhecido por todos os seus camaradas, assentou praça R.I. 2 Beja, e após a recruta foi para Évora, R.A.L 3, onde foi integrado na CART. 2519, 4.º Pelotão com destino á GUINÉ.

O CARA ALEGRE, era alegria do pessoal com o seu espírito bonacheirão e bem disposto sempre cantando as modas do seu Alentejo, contagiava os seus camaradas proporcionando a todos uma saudável convivência e um saudavel convivio.

O CARA ALEGRE, tinha pouca instrução escolar, fruto das vivencias do Alentejo da quela época,
o trabalho no campo sobrepunha-se às actividades escolares e o mesmo por isso só tinha a 3.ª Classe. Frequentou a Esc. Prim. de MAMPATÁ e lá como alguns camaradas nossos fez a 4.ª Classe.

Ainda me lembro do mesmo, quando pela primeira vez conseguiu ler a primeira carta enviada pelos seus Familiares, foi tal o contentamento que o CARA ALEGRE, correu a Tabanca de ponta a ponta contando tamanho feito.

O CARA ALEGRE, após a desmobilização, regressou ao seu Alentejo como a maior parte dos seus camaradas, oriundos da quela região, voltou à sua vida agricola nalgum monte Alentejano, mas nunca esqueceu a sua CART. 2519, pois era figura sempre presente alegre e bem disposta nos encontros anuais da Companhia.

O CARA ALEGRE, infelizmente já não está entre nós, já não podemos abraçá-lo nos nossos momentos de convivio, mas ele pode ter a certeza nós os COIRÕIS nunca o vamos esquecer. Descança em PAZ camarada.

Até breve

Mário Pinto

PLANO DE OPERAÇÕES " GALGOS LIGEIROS "

Caros camaradas

Quando o C.O.P. 4 sediado em Buba e comandado pelo saudoso Maj. CARLOS FABIÃO, foi desfeita a mesma foi substituida pelo COM. BAT. de CAÇ. 2892, Com. pelo Ten. COR. Agostinho FERREIRA, ( metro e meio ). A nossa Comp. ficou adida a este Batalhão.

Foi elaborado um plano de operações pelo então Comandante de Operações Maj. PEZARAT CORREIA do Batalhão Caçadores 2892, em que a missão da Cart. 2519 passou a ser a seguinte.

Plano de Operações " GALGOS LIGEIROS "

CART. 2519
Ref.
- Pel. Caç. Nat. 68
- Esq. Pel. Mort. 2138
- Pel. Mil. 137
- Comp. Mil. 11

(1) - Em conjugação com a C.CAÇ. 2614 assegura o cumprimento da missão de contrapenetração
na sua ZA.
(2) - Proponho no espaço esta acção, através da implatação de minas e armadilhas nos
trilhos mais utilizados pelas colunas de reabastecimento do In, na sua ZA.
(3) - Quando da realização de colunas, na estrada de MAMPATÁ-NHALA, assegura a sua
livre circulação na sua ZA, pesquizando o levantamento de minas implantadas pelo In e
ocupando os pontos sencíveis, tendo em especial atenção SARE USSO e o ponto sobre o
rio UANEUOL E UANE.
(4) - Patrulha e assegura diáriamente a livre circulação na estrada MAMPATÁ-A.FORMOSA.
(5) - Prevê o socorro, em tempo oportuno dos aquartelamentos de CHAMARRA e NHALA.


NOTA: Estes dados biográficos foram tirados da História da Unidade.

Até breve

Mário Pinto

sábado, 1 de agosto de 2009

O FURRIEL MILICIANO EDMUNDO


Caros camaradas

Gostaria de falar do nosso camarada e amigo Fur. Mil. Edmundo do 2.º Grupo de Combate, figura controversa da nossa Companhia.

Fur. Edmundo era natural de Lisboa, do antigo bairro da Picheleira oriundo de uma família operária e trabalhadora pois seu Pai era da CARRIS. Cresceu e aprendeu a contestar o regime vigente, como talvez nenhum de nós o pensace fruto da sua educação familiar. Por isso era contestatário permanente mas de uma alma grandiosa, ( do tipo despir a camisa para dar ao seu amigo), por o Edmundo ser o único Furriel desponível do 2.º G. Combate, eu algumas vezes nele fui integrado e vi muitas vezes o seu estado de espírito quanto ao conflito.

O Fur. Edmundo tinha sido meu contemporanio na E.P.A., e por isso conviviamos assiduamente.

Quem não se lembra dos seus versos e fados que todos nós bem ao mal cantarolá-va-mos nos nossos momentos de ócio.
"DE PICA NA MÂO LÁ VAI A MARALHA, o fado da METRALHA ou ADEUS ALDEIA, versos e fados da sua autoria, são
pecúlios que ficarão sempre na nossa memória.

Ao Edmundo um grande abraço

até breve

Mário Pinto